Templo do Som

Bem Vindos ao Mundo da Música

The Coral – Goodbye [Vídeo]

Posted by Paulo Grossi em agosto 18, 2006

Esse vídeo clipe é uma apresentação da banda no programa Top of The Pops (algo como os melhores da semana), no dia 7 de fevereiro de 2002. Esse programa da BBC é tradicionalíssimo na TV inglesa que já contou com a participação de grandes nomes como The Rolling Stones, Beatles, The Byrds, Queen, Duran Duran, R.E.M., U2, Oasis entre outros grandes nomes da música.

A música apresentada pela banda é Goodbye que é a sexta faixa do disco The Coral
lançado em 2002.

Espero que gostem e comentem!

Abraços

Paulo Grossi [PG]

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The Coral – Self-titled [2002]

Posted by Paulo Grossi em agosto 17, 2006

The Coral – The Coral [Deltasonic]

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O álbum de estréia do The Coral é despretensioso e alegre. Mas simplesmente esses seis amigos de perturbadores 19 anos, souberam como fazê-lo parecer um grande álbum.
A variedade sonora do álbum é clara desde o início. Assim como Robert Johnson obteve seu poderoso blues do Diabo. Desse modo como Johnson, os garotos obcecados por corais, devem ter extraído seu fabuloso som de Proteus – o Deus grego dos mares, que podia mudar as formas de acordo com sua vontade.

O álbum é composto por uma junção de sonoridades que incorporam grandes doses de batidas psicodélicas, alguma coisa pop, uma pitada de dub, uma faixa de disco “groove” e até mesmo um pouco de tudo aquilo que se encontra na famosa cidade de Liverpool (próxima a cidade deles), como Beatles e seu iê-iê-iê, por exemplo. Eles fazem referência até mesmo às estranhas sonoridades marítimas em “Calendars and Clocks” – seguramente nunca escutada fora dos quarteirões da vila de pescadores de Mersey.

“Simon Diamond” e “Goodbye” têm uma ressonância parecida com a do começo do Pink Floyd. “Badman” soa como uma levada mais nervosa. “Dreaming of You” deve certamente ter sido colocada numa cápsula do tempo e enterrada em Mersey durante a época da explosão do big beat. O som e a atitude gerais podem ser comparados a um cruzamento entre Shack e Super Furry Animals.

As canções são curtas e de rachar. As melodias são rápidas e de fácil assimilação por isso não se preocupe se alguma delas te deixar cantarolando por uma semana. Apesar de pular entre estilos e texturas dentro e entre as faixas, devido a sua musicalidade e realização e um sentido acima do normal de alegria, eles conseguem de algum modo uma coerência sonora total incrível.

A alta qualidade de suas composições é um fator adicional de unificação. Verso-refrão-verso são amarrados e executados de uma maneira perfeita. A narrativa em terceira pessoa representada por “Simon Diamond” é um fator aparte, as guitarras sujas e um refrão gritado ao estilo rock fazem balançar o esqueleto em “Badman” enquanto isso uma viagem psicodélica o transporta para “Skeleton Key”.

Sim eles são bons, realmente bons, mas eles serão grandes um dia? Bem, a auto-confiança fica evidente na afirmação “I ain’t going down like that” em “I Remember When” que sugere que eles tem jeito pra coisa. No entanto, o sucesso em massa pode aprisioná-los em um gênero específico de bandas que tiveram sua capacidade minada pelo sucesso. Parece fácil de se perceber que o The Coral é incapaz de se auto confinar nessa prisão. Assim seu único defeito é que eles irão fazer você adorá-los.

Resenha:
Daniel Pike
Tradução: Paulo Grossi [PG]

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The Coral – Biografia

Posted by Paulo Grossi em agosto 16, 2006

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The Coral é um conjunto originário de Hoylake, uma pequena cidade na Península de Wirral em Merseyside, Inglaterra. O grupo foi formado em 1996 pelos colegas de escola James Skelly (guitarra/vocais), Bill Ryder Jones (guitarra/trompete), Lee Southall (guitarra/vocais), Paul Duffy (baixo/saxofone), e Ian Skelly (bateria). O sexteto começou a produzir seu próprio material assim que estes começaram aprender a tocar seus instrumentos apropriadamente. Eles foram descobertos em uma apresentação pelo ex-Shack Alan Wills, que ficou impressionado o suficiente para fechar um contrato entre eles e a gravadora Deltasonic Records.

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Um contrato com a Sony Records já estava a caminho, e assim o The Coral entrou no “mainstream” e no novo milênio com uma série de lançamentos que fez deles a nova sensação do Reino Unido. O primeiro lançamento dos caras foram a edição limitada de Shadows Fall EP em Julho de 2001, que foi seguida em dezembro por outro lançamento de tiragem limitada chamado de The Oldest Path. A crítica surgiu em cima deles agraciando os com resenhas elogiosas, coisa rara para uma banda formada por jovens de apenas dezenove anos, isso se deveu a uma apresentação do grupo em que estes tocaram uma versão cover da canção Get Up Stand Up de Bob Marley. Desse modo o single The Skeleton Key foi lançado antes do lançamento do álbum auto-intitulado The Coral de Agosto de 2002.

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A onda do “hype” foi tão forte com o The Coral que o álbum a atingiu já na primeira semana de venda o honroso quinto lugar nas paradas, e foi indicado em menos de 24 horas de seu lançamento para o prêmio Mercury de Música, prêmio esse oferecido pelo conceituado selo Mercury, responsável por artistas como Eric Clapton entre outros. O tema pirata (“We’ve set sail again!/We’re heading for the Spanish Main” cantado por James Skelly na faixa de abertura) alçou o grupo as alturas, e por todo o álbum se percebe um bau do tesouro lotado de influências musicais das mais diversas indo do folk a psicodelia, influências essas que levaram segundo a crítica, ao lançamento do melhor e mais inspirado álbum de estréia de uma banda em décadas.

O grupo respondeu aos fãs e a imprensa retornando logo ao estúdio para a produção de seu segundo álbum intitulado “Magic And Medicine”. Eles lançaram um single desse álbum com a música “Don’t Think You’re The First”, lançado em Março de 2003, servindo assim de degustação para o seu novo album e servindo para a banda atingir o Top 10 do Reino Unido (categoria singles). A elegante “Pass It On” fez o segundo Top 10 em Julho, quando o segundo album Magic And Medicine estreiou no topo das paradas no mês seguinte. O experimental mini-álbum de 2004 “Nightfreak And The Sons Of Becker” foi considerado fraco pelos críticos e teve um desempenho mediano nas paradas, mas isso serviu para demonstrar a falta de criatividade causada pela fadiga da banda.

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Porém nada dessa fadiga parece influenciar o mais novo álbum do grupo intitulado The Invisible Invasion, de 2005. São 12 faixas que mostram canções mais maduras e revigoradas, surpreendendo por sua excepcional qualidade e inventividade, usando e recriando ritmos criados por nada menos que Bob Marley, The Beach Boys, The Doors, entre outros. O destaque vai para o primeiro single “In the Morning”, que já atingiu o top # 1 das paradas inglesas.

Por enquanto, o número de integrantes da banda foi aumentado com a chegada do percursionista John Duffy.

DISCOGRAFIA:

The Coral
(Deltasonic/Columbia 2002)****
Magic And Medicine (Deltasonic/Columbia 2003)***
Nightfreak And The Sons Of Becker mini-album (Deltasonic/Columbia 2004)**
The Invisible Invasion (Deltasonic 2005)***

por Paulo Grossi [PG]

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Explosions in the Sky – Live at Reckless Records [Vídeo]

Posted by Paulo Grossi em agosto 14, 2006

Explosions in the Sky – Live at Reckless Records é uma apresentação do grupo na loja de discos Reckless Records em Chicago, IL no dia 11 de Junho de 2001, apresentação de improviso, diga-se de passagem, como vocês poderão perceber. Porém isso não tira o brilho do vídeo, pois este registra um momento singular banda.

A apresentação conta com as seguintes músicas: Yasmin The light, Once more to the afterlife e Greet Death, sendo a 1° e a 3° músicas extraídas do album “Those Who Tell The Truth Shall Die, Those Who Tell The Truth Shall Live Forever” de 2001.

Espero que curtam o vídeo e comentem!

Abraços

Paulo Grossi [PG]

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Explosions In The Sky – How Strange, Innocence [2000]

Posted by Paulo Grossi em agosto 10, 2006

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Se tem uma pergunta, cada vez mais comum por sinal, que ainda não consegui encontrar resposta é “o que é pós-rock afinal?

A urgência pela definição de convenções para esse novo gênero pode muito bem se justificar em virtude do crescente surgimento de novas bandas que optaram pelo estilo, aceitando a idéia de abrir mão dos vocais e concentrar o foco em frases de guitarras e criação de climas, atitude que invariavelmente carrega consigo a capacidade de convencer o público de que quatro ou cinco caras conseguem subir num palco e entreter um número de diferentes pessoas com diferentes aspirações musicais através de músicas desvinculadas do imediatismo, que exigem uma cumplicidade com o expectador.

Aí então fica a dúvida de como diabos existem bandas assim e como podem continuar surgindo novidades em uma vertente com tão poucos recursos para se inovar. Seria a demonstração cabal de que as pessoas cada vez mais procuram refúgios que lhes transmitam emoções verdadeiras? Ou seria um caminho para bandas com péssimos vocalistas?

A primeira apresentação do Explosions In The Skyexplosions-midlle4.jpg  aconteceu em agosto de 1999, mas pode-se dizer que o primeiro show de verdade aconteceu no festival Emo’s, em Austin, em janeiro de 2000. Um dos espectadores da apresentação da banda neste festival era a diretora de filmes independentes Kat Candler, que se encantou com a banda e pediu a eles que gravassem a trilha de seu novo filme, “Cicadas”, que estava em produção.

Aexplosions-midlle3.jpg  banda topou e gravou então aquilo que seria seu primeiro álbum, “How Strange, Innocence”. Este disco não teve muita circulação (foram editadas somente 300 cópias, pelo selo Sad Loud America) e muitas vezes nem é reconhecido como o debut do Explosions in the Sky, mas hoje suas poucas cópias existentes são itens valiosos, e muitos fãs considerem este o melhor trabalho do Explosions. E é exatemente este disco caro leitor que está a disposição de vocês agora, um disco que sintetiza de forma extraordinária tudo o que há de melhor na música desse grupo, que são os acordes mágicos do guitarrista Munaf Rayan, juntamente com uma bateria executada a perfeição por Chris Hrasky. Não é a toa que esses dois foram os idealizadores do grupo.

Um dos destaques é a faixas “Snow & Lights”, que possui mais de oito minutos de duração, e uma composição impecável e que alterna de forma brilhante sonoridades tão dispares quanto um solo deprê de guitarra para uma explosão sensacional da bateria, estilo esse que percorre várias músicas do disco, diga-se de passagem.

Outro destaque fica por conta da quinta faixa “Glittering Blackness”, que abusa da sonoridade mais down da banda, mas que sabe também alternar esse clima mais pra baixo com uma idéia de felicidade que é facilmente percebida na medida em que a música tenta fugir desse clima, o que transforma essa faixa em minha opinião a melhor do disco.

Chega de história e vamos direto ao que interessa com vocês Explosions In The Sky em seu disco de estréia How Strange, Innocence!

por Paulo Grossi [PG]

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Explosions In The Sky [Biografia]

Posted by Paulo Grossi em agosto 9, 2006

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Michael James [baixo] Mark Smith [guitarra]
Munaf Rayan [guitarra] Chris Hrasky [bateria]

 

Apesar da curta discografia, o Explosions in the Sky já é considerado pela grande maioria dos fãs de post-rock como um dos grandes nomes do gênero. A banda alcançou este posto graças a dois discos excepcionais, que trilham basicamente o mesmo caminho do Mogwai (outro ícone do estilo) no que diz respeito as características básicas de sua música, mas que lhe conferiram personalidade própria e uma legião de admiradores obstinados.

A história do Explosions começa em Midland, no Texas, onde Michael James, Mark Smith e Munaf Rayani – todos tocavam guitarra – conheciam-se desde a infância. Apesar disso, a banda nasceu somente em Austin, para onde os três se mudaram posteriormente. Lá conheceram o baterista Chris Hrasky, que havia colocado um anúncio em uma loja de discos convocando músicos para formar uma “sad, triumphant, rock band”.

A partir de abril de 1999, os quatro começaram a ensaiar juntos, e depois de uma sessão feita no 4 de julho daquele ano (dia da independência americana), surgiu a idéia de nomear a banda de Explosions in the Sky. A essa altura, Michael já havia assumido o baixo e cada vez mais a banda ia ganhando forma, a medida que os quatro amigos percebiam que havia um entrosamento natural e uma forte identidade entre eles.

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A primeiro apresentação para uma audiência aconteceu em agosto de 1999, mas pode-se dizer que o primeiro show de verdade aconteceu no festival Emo’s, em Austin, em janeiro de 2000. Um dos espectadores da apresentação da banda neste festival era a diretora de filmes independentes Kat Candler, que se encantou com a banda e pediu a eles que gravassem a trilha de seu novo filme, “Cicadas”, que estava em produção. A banda topou e gravou então aquilo que seria seu primeiro álbum, “How Strange, Innocence”. Este disco não teve muita circulação (foram editadas somente 300 cópias, pelo selo Sad Loud America) e muitas vezes nem é reconhecido como o debut do Explosions in the Sky, mas hoje suas poucas cópias existentes são itens valiosos, e muitos fãs considerem este o melhor trabalho do Explosions.

Em agosto de 2000, a banda assinou contrato com a Temporary Residence Limited Records. Jeremy DeVine, dono do selo, ficou encantado ao ouvir uma fita com algumas canções do grupo, que lhe foi enviada pelos membros do American Analog Set com um bilhete que dizia “THIS TOTALLY FUCKING DESTROYS”.

Em dezembro de 2000, a banda inicia as gravações de seu novo disco, que seria lançado em agosto do ano seguinte sob o título de “Those Who Tell The Truth Shall Die, Those Who Tell The Truth Shall Live Forever”. A resposta ao lançamento foi excelente, levando a banda inclusive a fazer sua primeira turnê na Europa, em dezembro de 2001.

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Explosions no Palco

No começo de 2002, a banda decide se mudar de volta para Midland, por motivos operacionais. Logo depois volta a tocar pelos EUA divulgando seu trabalho, fechando o ano com mais uma viagem a Europa, onde tocam em um maior número de países e gravam em Londres com John Peel. A banda toca também duas noites em Taiwan, levando seu som ao reconhecimento em escala mundial.

Em 2003, o Explosions in the Sky lança um novo disco, “The Earth is Not a Cold Dead Place”, que estabelece definitivamente o grupo como um dos principais nomes do post-rock, ao lado de Mogwai, Godspeed You Black Emperor e Tortoise. O álbum, formado por 5 músicas de beleza assombrosa, é aclamado por crítica e público.

Em 2004, a banda participa de dois projetos: uma coletânea da Temporary Residence Limited chamada “Thank you”, e a trilha sonora do filme “Friday Night Lights”, de Peter Berg.

Em outubro de 2005, a banda solta na praça dois novos filhotes: o EP “The Rescue”, lançado pela série Travels in Constants, que já teve colaboradores como Papa M, Low e Will Oldham, e uma segunda edição de seu disco de estréia, “How Strange, Innocence”, com nova arte gráfica e remasterizado. O Explosions in the Sky atualmente está se dividindo entre shows e a gravação de um novo LP, cujo lançamento está previsto para o segundo semestre deste ano.

por Fabrício Boppré

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Baterista do The Mars Volta deixa a banda

Posted by Paulo Grossi em agosto 6, 2006

De acordo com o site hiddentrack.net , circulam rumores em diversos veículos de comunicação dando conta de que o baterista John Theodore, do The Mars Volta abandonou o barco. No entanto, os membros da banda ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a notícia.

Os boatos continuam, afirmando que Theodore já tem até substituto: Blake Fleming, que inclusive já tocou nas primeiras demos da banda.

Recentemente, o The Mars Volta adiou a data de lançamento de seu CD. “Amputechture”, o sucessor do bem sucedido “Frances The Mute” que inicialmente estava previsto para sair dia 22 de agosto, que agora só estará nas lojas em 12 de setembro. Este álbum, inclusive terá a participação de John Frusciante, guitarrista do Red Hot Chili Peppers.

fonte: Hiddentrack

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The Mars Volta – Televators [Vídeo]

Posted by Paulo Grossi em agosto 6, 2006

O clipe de ‘Televators’, é dirigido pelo chileno Alexandro Jodorowsky, que ,como eles falaram, é uma grande influência pra banda.

A idéia central do clipe que é uma animação, é mostrar as peripécias de
um ser alienígena, que chega a um planeta desconhecido, nesse planeta
ele tem de se adaptar e lutar pela sobrevivência. Porém esse ser é dotado
de poderes sobrenaturais, o que faz com que ele desenvolva coisas incrivéis.

O clipe busca mostrar também a relação entre a sobrevivência numa
selva (o ser alienígena) e a sobrevivência na cidade (o homem), levando
a mesma conclusão de que os vícios de uma sociedade doente
transforma seus menbros em pessoas alienígenas (mas sem poderes)
que são levadas geralmente ao desespero, por isso a cena final
culmina com o suicídio de ambos os personagens (homem e
alienígena), pois reforça a idéia de falta de perspectiva.

Quando o Mars Volta tocou no MTV Latino Awards, Outubro passado, eles foram apresentados por Zack De la Rocha. Essas foram as palavras de Zack:
”É raro na música quando uma banda reconhece seu passado e se
nega a ignorá-lo. Uma banda que honra o espírito de pessoas como
Celia Cruz, Fela Kuti e MC5. Não com nostalgia, mas com sua própria
inventividade. Uma banda que é mais interessada em criar momentos
do que criar hits. Esta é a banda e este é o momento. Este é o Mars Volta”.

Espero que gostem e comentem!

Abraços

Paulo Grossi [PG]

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The Mars Volta – De-Loused in the Comatorium [2003]

Posted by Paulo Grossi em agosto 6, 2006

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Em 2000 Cedric Bixler Zavala e Omar Rodrigues-Lopez, dois xicanos do Texas com uma forte inclinação psicodélica, decidiram abandonar no auge uma das bandas mais promissoras surgidas em décadas para fazer o que bem entendes sem. Essa banda era o At The Drive-In, que havia lançado no mesmo ano o álbum Relationship Of Command.

Por isso no fim de 2000 os dois decidem que já era hora de largar a antiga banda e começar um novo trabalho voltado para uma veia mais progressiva e mais experimental. Assim surge a nova banda The Mars Volta, que viria a gravar um E.P. intitulado de Tremulant. Esse é lançado em meados de 2002 que já mostrava ao público qual era a mensagem musical que o grupo queria passar.

Com isso Mars Volta estava preparado para entrar no estúdio e gravar seu primeiro álbum que só sairia em meados de 2003, nascia assim De-loused In The Comatorium, disco aclamado pela crítica que recebeu por parte das revistas de música com ótimas notas, já sendo chamada por alguns desses críticos com uma das bandas mais promissoras de sua geração.

As principais influências musicais são Led Zeppelin, Fugazi, Santana, Miles Davis nos anos 70, Radiohead, ambient dub e outras. Tem uma definição engraçada de Omar sobre o Mars Volta: ”Somos uma banda de rock que quer ser uma banda de salsa”. A capa do disco foi feita por Storm Thorgerson, que também desenhou Houses Of The Holy (Led Zeppelin) e Dark Side Of The Moon (Pink Floyd). John Frusciante, de Red Hot, tocou em ‘Cicatriz ESP’ e os baixos estão nas mãos de Flea também do Red Hot.

O primeiro single do disco foi Inertiatic ESP, que em sua capa trazia mais uma referência clara ao surrealismo. É um olho fechado com formigas por dentro. As formigas são temas fortes em obras de autores surrealistas, como no filme “Um Cão Andaluz” de Luiz Buñuel e Salvador Dali. O filme é um marco no surrealismo e foi feito a partir da idéia que Dali teve sobre uma mão cheia de formigas, e da idéia de Buñuel de uma nuvem cortando a lua. No filme um homem corta o olho de uma mulher com uma navalha, intercalando com a cena da nuvem cortando a lua. Devo dizer que a referência a este filme é direta. Formigas e olho.

Como se fosse indicativo de sua amplitude e intenção, o disco é denso, inóspito nas primeiras audições – mesmo contando com a produção do eclético Rick Rubin e com o chili pepper Flea. De um modo geral o disco percorre faixas que vão de um heavy metal pesado (intertiac) a músicas mais densas (televators), música essa que remete a construção das canções de rock dos anos 70, lembrando em muito a clássica Stairway to Heaven do Led Zeppelin, pela forma como a canção e música vão evoluindo até atingir um climax de grande densidade sonora que poucas bandas conseguem atingir.

O resultado dessa mescla variada de sons e sonoridades é um disco no mínimo impecável, que consegue não só aliar qualidades musicais, mas também estéticas, juntando-se a isso uma capacidade criativa fora de série.

Não pense duas vezes em baixar. Este álbum é sensacional! Gostaria muito que vocês comentassem sobre ele aqui no Templo do Som.

Abraço!

Paulo Grossi [PG]

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The Mars Volta [Biografia]

Posted by Paulo Grossi em agosto 2, 2006

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Quando você assiste MTV (que por sinal é um anagrama de The Mars Volta) e vê o mesmo de sempre, quando procura algo na internet e vê o mesmo de sempre, quando vai a uma loja de cds e vê o mesmo de sempre.Você pensa que está tudo acabado e sai as lagrimas chutando uma singela pedrinha pela rua, é quando você vê que lá em cima, Marte esta mais perto do que nunca.

Era uma vez dois latinos, Omar Rodriguez (guitarra) e Cedric Bixler (vocal), cada um
com um black anos 80 maior que o outro.osme-e-dexter.JPGEles estavam em uma banda chamada:
At the Drive-in e também tocavam em seu segundo projeto
de nome:De Facto.Em 2001 o the Drive-in acabou e o De Facto se uni a Jon Theodore (bateria) e Eva Gardner (baixo) e assim nasce o The Mars Volta, há muitas explicações para o nome, a principal é que se trata de uma referência ao diretor italiano Federico Fellini. Há também referências a mitologia grega, ao deus Marte.

Alguns meses depois eles saíram em turnê abrindo os shows do The Anniversary, alguns só esperavam outro At the Drive-in e se perguntavam o que aquele cara de black tinha tomado pra fazer aquela dancinha estilo Tony Tornado.Por outro lado muita gente gostou e em 2002 foi lançado o “Tremulant EP”.Com três faixas somando dezenove minutos o EP mostrava muito bem o que era o The Mars Volta e também possuía uma clara ligação com o seu futuro LP.Em maio do mesmo ano, a banda se apresenta no Goldenvoice’s Coachella Valley Festival o que seria o ultimo show para Eva, que deixa o grupo.

O TMV assina contrato com a Universal Records para o seu próximo LP enquanto isso Omar termina o projeto de um filme.Em 2003 entram em estúdio e com a produção do mago e conselheiro:Rick Rubin e terminam o “De-Loused in Comatorium”.de-loused-in-the-comatorium.jpgDepois de finalizado o álbum, a banda sai em turnê com o Red Hot Chilli Peppers e em 23 de Maio o manipulador de som e letrista Jeremy Ward é achado morto no seu apartamento devido a uma overdose, um mês antes do lançamento do álbum.O amigo das épocas de At The Drive-in Paul Hijonos fica no lugar de Jeremy.O resto da turnê é cancelada e o álbum lançado na data prevista.

De Loused in Comatorium mostra o que a mistura de psicodelismo (sem clichê), progressivo (isso não é outro clone de Dream Theater), emo (isso também não é mais um Forfun ou Dibob) pode resultar em um trabalho no mínimo novo e diferente do que se vê hoje em dia.De acordo com o guitarrista Omar o TMV é “uma banda de rock que quer ser uma banda de salsa”.Logo depois os caras fazem uma parada para lançar um livro que tinha sido escrito por Cedric e Jeremy que explica o que o seu álbum é sobre.

frances-the-mute.jpgEm 2004 é lançado o “Frances, The Mute” a banda mostra desde faixas que entram fácil no ouvido como “The Widow” até musicas extremamente trabalhadas como “Cassandra Gemini” com seus básicos trinta minutos de duração.Com as letras alternando em inglês e espanhol (devido à maioria dos membros terem descendência latina) esse novo trabalho elevou ainda mais o The Mars Volta.No mesmo ano a banda deu o ar de sua graça no Tim Festival, o show só aumentou ainda mais a moral dos marcianos e provou que o The Mars Volta ainda tem muito para mostrar.

O The Mars Volta é:

Cedric Bixler Zavala – Vocal
Omar Alfredo Rodriguez Lopez – Guitarra
Jon Philip Theodore – Bateria
Juan Alderete – Baixo
Isaiah Ikey Owens – Teclado

Escrita por: Cláudio Baffa
Fotos, edição e revisão: PG

Aguardem em breve estarei disponibilizando a resenha e o disco De-Loused in Comatorium de 2000.

Abraços e até lá

Paulo Grossi [PG]

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