Templo do Som

Bem Vindos ao Mundo da Música

Archive for the ‘Biografias’ Category

Biografia de Artistas e Bandas

The Libertines – Biografia

Posted by Paulo Grossi em setembro 24, 2006

 

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Se os Estados Unidos têm o The Strokes e a Suécia o The Hives, a Inglaterra também tem um forte representante do chamado “Novo Rock”: The Libertines. Assim como as outras bandas de outros países, o grupo chegou trazendo grande repercussão e espaço na mídia em pouquíssimo tempo e com apenas um álbum.

Assim o The Libertines é a primeira banda britânica a rivalizar com o revival do Rock de Garagem que começou com os The Strokes e The White Stripes nos Estados Unidos, com o The Hives na Suécia, e com o The Datsuns na Nova Zelândia.

Apesar das semelhanças, muita gente é radicalmente contra esse tipo de comparação, elevando o The Libertines ao status de novo “The Clash” – o que por sua vez desperta a ira de muitos outros radicais de plantão.

The Libertines estreiou com o CD “Up the Bracket” em 2003. Um album debut confiável e consistente, e a maneira mais fácil de compará-lo seria “Is This It?”dos Strokes. Mas isso não é justo porque, fora a qualidade primeira do conjunto, o guitarrista Pete Doherty também arrasa nos vocais misturados, o grupo faz de cada canção de “Up the Bracket” um choque imediato, com o mesmo tipo de guitarras agressivas e a economia na bateria, da irresistível sonoridade que criou o estilo dos Strokes.

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O fato é que “Up The Bracket”, o ‘debut’, chegou às lojas, em 2003, cercado de polêmicas. Isso porque o guitarrista e vocalista Pete Doherty é um encrenqueiro de primeira e vive sendo notícia por suas internações e fugas em clínicas de reabilitação, pelo seu namoro com a Top Model Kate Moss, além de notas mais bizarras como o assalto que realizou na casa de seu próprio companheiro de banda, Carl Barat.

Os vocalistas e guitarristas Pete Donerty e Carl Barat,libertines-002.jpg ambos com 20 e poucos anos, são amigos com uma pitada dos irmãos bíblicos Caim e Abel e, antes de formarem a banda, chegaram a ganhar algum dinheiro como garotos de programa. Logo após a estréia com o álbum Up the Bracket (2002), Pete caiu de boca, nariz e braço na heroína e no crack. Virou dependente e invadiu e por isso
invadiu a casa de Carl para roubar computador e instrumentos. Acabou pagando caro por isso, pois foi pego pela polícia e foi parar atrás das grades.

Dois meses de cadeia e as pazes com Carl trouxeram Pete de volta ao grupo, com a condição de que abandonasse as drogas (o que ele tentou e não conseguiu). Nesse clima, os caras gravaram o segundo CD e levaram a sua turbulenta relação para as canções e para a capa do disco, na qual Carl exibe o muque e Pete o local do braço onde ele injeta substâncias nocivas. O baterista Gary Powell e o baixista John Hassel nem aparecem na capa e no encarte.

No ano seguinte veio segundo trabalho, auto-intitulado. “The Libertines”, assim como o disco de estréia, foi produzido por Mick Jones, ex-guitarrista do The Clash, sendo que o engenheiro de som foi Bill Price, que já gravou clássicos como “London Calling”, do próprio The Clash e “Appetite for Destruction”, dos Guns n’ Roses.

As letras que falam sobre como é a vida de garotos em subúrbios londrinos conquistou em cheio os adolescente ingleses. “Nossa musica não tem muitas mensagens políticas ou coisas do tipo, mas representamos o que muitos jovens enfrentam, vivemos situações que eles vivem”, diz Hassall. Elas falam também sobre drogas, amores e da conturbada relação entre Barat e Doherty, que, sem a menor cerimônia, discutem seus problemas nas próprias músicas do grupo. Mas como as brigas ficaram cada vez mais constantes, Pete Doherty anunciou sua saída do grupo em Maio de 2004.

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Sem Pete Doherty e John Hassall (hoje no “Baby Shambles” e “Yeti” respectivamente), os remanescentes do Libertines montaram uma nova banda chamada de “Dirty Pretty Things”. Isso aconteceu por conta de pressões feitas pelos advogados de Doherty. O Dirty Pretty Things chamou o guitarrista Anthony Rossamondo e o baixista Didz Hammond para tocarem nos shows.

Mesmo assim, a dupla vive se encontrando e se separando, sem que ninguém saiba ao certo como eles irão se apresentar em algum show, por exemplo.

Discografia:

Up The Bracket [2002] ****
The Libertines [2004] ***

Resenha: Paulo Grossi [PG]

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The Strokes – Biografia [Parte II]

Posted by Paulo Grossi em setembro 4, 2006

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A mais esperada segunda edição desde o Novo Testamento” foi assim que a revista Spin anunciou a chegada do álbum, Room on Fire, o sucessor do bombástico “Is This It”, chegou às lojas brasileiras no dia 28 de outubro de 2003. O segundo CD dos Strokes prova que a simplicidade pode ser genial. Bom exemplo da qualidade musical deste trabalho é a faixa “12:51”, considerada por alguns críticos como genial. Eles sabem o que estão fazendo. Julian Casablancas, que virou noite na época da finalização do CD em busca do melhor disse: “Eu não quero que meu disco soe como a demo. Quer dizer, eu gosto da vibração da fita demo, mas ela é outra coisa”. Longe de soar como uma superprodução, Room on Fire é um álbum muito bem gravado, com uma enorme variação de timbres e canções com a assinatura dos Strokes. São 11 faixas que tem um total de 33 minutos de duração. Para se ter uma idéia de como o disco e a volta da banda era aguardada, em menos de uma hora foram vendidos todos os ingressos dos dois shows que os Strokes fariam no Alexandra Palace, em Londres, na Inglaterra, nos dias 5 e 6 de dezembro. “Para nós é importante não estragar o que gerações anteriores nos deram”, diz Casablancas. “Não acho que a gente toque tão bem. Somos pessoas normais, não somos superartistas. Mas levamos o que fazemos a sério”, completa.

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First Impressions of Earth, recém-lançado, chega causando estardalhaço na mídia. “Juicebox”, o primeiro single, nos deu uma boa amostra daquilo que poderíamos esperar do novo disco, gerando grandes expectativas. A música é potente, divertida, diferente da maioria das composições dos caras. Mas o resto do disco não é, digamos, fiel ao primeiro single.

O álbum começa com a deliciosa You Only Live Once e nos primeiros segundos você pode jurar que Fred Mercury vai entrar cantando “I want to break free…” tamanha a semelhança do riff inicial com a canção do Queen. Mas é só no começo, depois a segunda guitarra desfaz esta saudosa lembrança e nos lembra onde estamos. Trata-se de uma clássica composição do Strokes. Heart in a Cage, o segundo single, vêm com força mostrando aquilo que os Strokes sabem fazer de melhor uma música mais rápida e compacta. Já Razorblade tem mais presença e esta bem trabalhada saindo assim uma boa balada com grande refrão, de repente vem a primeira bomba, a fraca “On the Other Side”, que começa a lhe deixar preocupado, afinal, a música traz de volta os piores momentos de Room on Fire, com aquele som meia boca mal trabalhado e sem nenhum compromisso com a levada das músicas anteriores. Além de ser chata, a música ainda dura mais de quatro minutos e meio, tempo recorde para a banda. Vision of Division nos acalma, apesar de não trazer nada de novo, mas traz ânimo e pegada mais fortes. Depois daí, nada de novo, mas bons momentos aparecem com Fear of Sleep e Evening Sun.

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Os Strokes largaram a música de lado? Não claro que não! Parecem sempre estar dando passos em direção ao que eles querem, mas é inquestionável que o nível do primeiro disco não foi mantido. Talvez seja hora de esquecermos um pouco o impacto causado pelo álbum de estréia Is This It e começarmos a vê-los como uma boa banda em atividade que nos entrega bons discos. First Impressions of Earth é isso, um bom disco e nada mais. Porém os Strokes continuam sendo uma das melhores bandas de sua geração, e que tem o direito de lançar álbuns não tão bons assim como qualquer banda, mas acima de tudo os Strokes possuem uma capacidade criativa e musical incrível fora de série o que faz com que eles sejam apontados sempre como o futuro do rock.

Paulo Grossi [PG]

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The Strokes – Biografia [Parte I]

Posted by Paulo Grossi em agosto 31, 2006

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Nick Valensi (Guitarra) Julian Casablancas (Vocal)
Albert Hammond Jr. (Guitarra) Nikolai Fraiture (Baixo)
Fabrizio Moretti (Bateria)

Formado por jovens com menos de 20 anos, o Strokes apareceu na cena nova-iorquina em 1999 quando eles começaram tocando em festas de Nova York, e não demoraram a começar a fazer sucesso pela cidade Após gravar uma fita com três músicas, que em setembro de 2000 ganhou o nome The Modern Age, o lendário produtor Geoff Travis recebeu uma dica e logo concordou em lançar a demo no formato EP, em sua prestigiada gravadora independente, a Rough Trade Records. O disquinho chegou às lojas em janeiro de 2001. Em fevereiro os Strokes chegaram à Inglaterra, lotando todos os shows de sua primeira turnê pelo país e ganhando elogios da exigente imprensa musical britânica. “Sejamos francos: os Strokes são os filhos da mãe mais quentes do momento. Eles viajam no romance e na paixão do punk rock nova-iorquino, mostrando a poesia urbana com fúria em canções pop que misturam amor, ódio e luxúria, além da agonia cortante da incompreensão “(New Musical Express, 17 de fevereiro de 2001).

Turbinados por vocais rasgados, linhas espertas de guitarra e frases que grudam na memória, os Strokes conseguem novidades a partir de um som inspirado no passado. Através de seus shows eles angariaram um poderoso boca-a-boca pelos Estados Unidos ao excursionar como atração de abertura de bandas como o Guided By Voices e os Doves. A adormecida cena roqueira de Nova York despertou e agradeceu. E a BMG venceu a disputa e contratou os meninos.

Oriundos de famílias classe-média-alta, estes cinco meninos de Nova York já estavam inseridos no mundo da música e da mídia antes mesmo de começarem a tocar. Um bom exemplo é o de seu guitarrista, Albert Hammond Jr., filho do famoso e bem sucedido compositor Albert Hammond.

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Com gritantes influências de Lou Reed e dos Stooges, os Strokes fazem um som mais light, porém poderoso. Eles não admitem suas influências, mas parecem gostar da inevitável comparação com o Velvet Underground. Numa entrevista para o portal Terra, Fabrizio Moretti, o baterista que é brasileiro (ele nasceu no Rio e foi para Nova York ao 4 anos) disse: “tem aquela coisa de vender a música (…) então alguns críticos inicialmente nos rotularam assim, e foi ficando. Mas as comparações com o Velvet Underground e outras bandas eu acho legais, pois são todas coincidentemente minhas favoritas”.

Ao mesmo tempo, a imprensa norte-americana estava descobrindo a banda graças a uma série de shows no Mercury Lounge de Nova York, em dezembro de 2000. O quinteto recebeu elogios rasgados do New York Times, do Village Voice, do Paper e apareceu duas vezes na Rolling Stone. Nas páginas da mais importante revista de música dos Estados Unidos, David Fricke escreveu: “Os Strokes são a primeira grande emoção no rock de Manhattan este ano. Já os vi ao vivo e eles têm um disco inteiro de ótimo material em si” (27 de fevereiro de 2001).

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As canções do Strokes trazem consigo toda uma rebeldia que surge da união da força jovem + a vontade de colocar as angústias pra fora, um desabafo. O líder da banda é o cantor e principal compositor e guitarrista Julian Casablancas que juntamente com os outros integrantes da banda misturam uma autoconfiança inesgotável, associada a uma insegurança difícil de se esconder, típica da fase inicial do grupo. Em Hard to Explain, a banda combina seu garage rock com melodias grudentas, em uma canção que pode ser considerada uma das melhores músicas do disco. Is this it? mostra toda a alegria que os Strokes têm como jovens, cheios de autoconfiança ao som de uma linha de baixo saltitante; Soma, Someday, e Take it or Leave It são os Strokes em seus momentos mais exuberantes. A banda é capaz de fazer a velha combinação guitarra-baixo-bateria parecer uma novidade para o ouvido dos roqueiros mais aficcionados.

Uma curiosidade sobre o disco Is this it? é que a capa original do disco foi censurada nos Estados Unidos, mas que no Brasil continuou sendo a mesma. E a canção New York City Cops que acabou retirada do CD, na última hora, por conta dos ataques terroristas a NY, pois naquela época a mídia americana queria evitar ao máximo uma exposição dos “heróis” do 11 de setembro. Porém para a felicidade dos ouvintes não americanos a música foi incluída no CD distribuído para os outros países inclusive a versão brasileira.

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Assim os ingressos da turnê começaram a se esgotar rapidamente, e os shows do Strokes se tornaram bem mais badalados que os da atração principal. A NME deu chamada de capa para uma curtíssima resenha de um show do Strokes no Texas e nem falaram do Doves, prata da casa.

Depois de uma curta turnê nos Estados Unidos o Strokes já estava excursionando pela Europa, participando dos principais festivais europeus como no estival 02 Wireless no Hyde Park londrino, sendo que as apresentações da banda sempre eram acompanhada de casas lotadas e público indo ao delírio e muita, mas muita gente querendo ouvir que som era esse que vinha da “big apple” americana.

Paulo Grossi [PG]

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Audioslave – Biografia

Posted by Paulo Grossi em agosto 21, 2006

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Chris Cornell (vocais),Tom Morello (guitarra),
Tim Commerford (baixo), Brad Wilk (bateria)

A história já é conhecida. O vocalista Zack de la Rocha afirmou que estaria deixando o grupo. Os motivos de sua saída, segundo ele, foram às divergências políticas e artísticas com os outros integrantes. Assim Zack de la Rocha, a voz do Rage Against the Machine deixa a banda outubro de 2000 para seguir carreira solo, enquanto os três remanescentes partiam para a busca de um novo vocalista. O futuro do Rage Against the Machine era incerto. Em Los Angeles, por sugestão do produtor Rick Rubin, os três integrantes da banda, a saber: Tom Morello (guitarra), Tim Commerford (baixo) e Brad Wilk (bateria) receberam o vocalista Chris Cornell para um ensaio. Cornell vinha de uma longa e bem sucedida carreira no Soundgarden, que durou até 1997, e já havia lançado um álbum solo, Euphoria Morning, em 1999. A repercussão de seu trabalho solo, mais melódico e menos pesado, foi modesta, dividindo muitos dos antigos fãs do Soundgarden, embora Chris mantivesse um público cativo que viabilizava sua carreira.

A “química” entre os ex-Rage Against the Machine e o ex-Soundgarden surpreendeu até os próprios músicos, em pouquíssimo tempo uma banda nova estava surgindo. Mas para que o projeto fosse adiante, os músicos tiveram que enfrentar vários inconvenientes:

– Gravadoras: existiam contratos em vigor com duas gravadoras distintas, e rivais. De um lado a Epic/Sony Music do Rage Against the Machine e de outro a A&M/Interscope do grupo Universal, gravadora de Chris Cornell. Através de um acordo raro na indústria fonográfica, que não foi conseguido sem que houvesse muita negociação, foi permitido aos músicos seguir em frente.

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– Questionamentos: os boatos sobre a nova banda não demoraram a surgir na internet, o que dividiu tanto os fãs de RATM quanto os fãs do Soundgarden. Do lado do RATM, os fãs lamentavam a perda de identidade do grupo, já que Cornell representa um caminho bem diferente da firmeza política e da influência hip-hop de Zack de la Rocha. Já muitos fãs do Soundgarden repudiavam Cornell justamente por entrar num grupo muito vulgarmente taxado de rap-metal. Se for para tocar rock de peso novamente, então porque o fim do Soundgarden? Mesmo entre aqueles que admiram Chris Cornell e que acompanharam a sua carreira solo, questionavam a coerência do músico, já que a união com o Rage Against the Machine significava um caminho radicalmente oposto ao que pôde ser conferido em Euphoria Morning. Mas, sem dar ouvido a esse tipo de manifestação, o futuro Audioslave permaneceu unido e disposto a provar a todos os quanto ainda é possível ousar e atingir novos horizontes com o novo trabalho.

– Turbulências: por pouco, o Audioslave não acabou antes mesmo de começar. Além de contar com duas gravadoras, a banda inicialmente contava com dois times de empresários, os “managers”. De um lado, a empresa que cuida da carreira de Chris Cornell e de outro a empresa que defendia os interesses do Rage Against the Machine. Com tanta gente dando palpites, não foi muito difícil acontecerem os primeiros conflitos. Em março de 2002, o Audioslave (que ainda sequer tinha definido o nome da banda) anunciou a participação na turnê Ozzfest (a saber, o maior festival itinerante de rock da atualidade nos EUA, promovido por Ozzy Osbourne). Com tudo definido, datas e horários dos shows (o Audioslave seria um headliner, a atração principal), Chris Cornell anuncia que está fora. Tanto da turnê Ozzfest como da banda em si. Foi um novo choque para a base de fãs do Soundgarden/Rage Against the Machine. Mas a gravadora Epic continuou anunciando que o disco seria lançado e em pouco tempo Cornell estava de volta para ficar. E a partir de então, o grupo passou a contar com apenas um manager, da empresa The Firm, de Los Angeles.

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– Nomes: Primeiro, o projeto foi batizado Civilian (na época do Ozzfest, era assim que o grupo era conhecido). Mas acontece que já existia uma banda de nome Civilian, e foi preciso procurar outro nome. Chris Cornell sugeriu Audioslave e ninguém na banda ousou discordar. Só que também já existia um Audioslave! Desta vez, a banda resolveu entrar em acordo (por acordo, leia-se $$$) com a banda homônima para continuar sendo Audioslave.

– Demos: Durante o processo de transmissão digital de demos gravadas em Los Angeles para Chris Cornell em Seattle (sim, conforme anuncia o site da banda, o Audioslave é uma banda de ponte-aérea, Los Angeles e Seattle), as músicas caíram em mãos erradas. E dali para a internet foi um pulo. Foi então que, por volta de maio, 13 músicas do Audioslave circulavam livremente pela internet. O que foi um tanto frustrante, conforme Tom Morello:

“Foi uma pena porque a gente gravou 21 músicas, e vazaram cerca de 13, exatamente o número para um álbum. E então foi muito frustrante, porque a gente sabia que aquelas demos tinham tanto em comum com o disco quanto um carvão e um diamante. (?) três ou quatro vezes por dia, alguém vinha me dizer ‘eu ouvi o seu disco’, e eu respondia ‘não, você não ouviu! Eu juro que você não ouviu!’ e eles tentavam me convencer ‘Ah não cara, eu ouvi seu disco!’ [risos].”

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O disco “Audioslave”, que efetivamente tem muito pouco da demo que vazou, chegou finalmente as lojas em novembro de 2002 e vem fazendo um moderado sucesso desde então (ganhou disco de ouro pela venda de 500.000 cópias ainda antes do final de 2002). A estréia do Audioslave nos palcos foi no programa Late Show with David Letterman no dia 25 de novembro, ainda em 2002. Depois de mais alguns shows isolados no currículo em dezembro, a banda passa boa parte de 2003 excursionando para divulgar o álbum.

O futuro de um projeto como esse é sempre imprevisível, mas depois de todos os percalços já enfrentados pelo grupo, não é insensato prever uma longa e estável carreira daqui para frente. Ao menos, é o que transparece no entusiasmo das entrevistas. Segundo Tom Morello, o Audioslave compôs mais nos últimos 8 meses do que o Rage Against the Machine em 8 anos, e a possibilidade de trabalhar com Cornell abriu a possibilidade de trabalhar as melodias nos vocais, um território não explorado durante a carreira do Rage. E acrescenta: “Não é só melodia nos vocais, é o freakin’ Chris Cornell!”.

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E confirmando as melhores expectativas, em 2005 o Audioslave chega ao teste do segundo álbum, lançando “Out of Exile” em maio. O disco foi novamente produzido por Rick Rubin e mostra um Audioslave mais entrosado, conciso, dosando o peso e o potencial pop das músicas. “Out of Exile” obteve grande repercussão nas paradas, conquistando o topo na Billboard e em diversos outros países. Para o lançamento, a banda viajou a Cuba para fazer uma inédita apresentação na ilha de Fidel Castro. O show foi gravado para lançamento em DVD. Na seqüência, a banda partiu para uma turnê européia, onde a novidade foi a inclusão de clássicos do Soundgarden e Rage Against The Machine no setlist. Antes de excursionar nos EUA, a banda voltou ao estúdio para trabalhar em novas músicas sem perder o embalo.

Plenamente afirmado no cenário hard rock atual, o Audioslave lançará seu novo disco intitulado “Revelations” no dia 05 de setembro deste ano. O disco conterá 13 faixas sendo que a faixa Original Fire já está disponível no site oficial, para quem quiser curtir o que essa grande banda prepara para setembro.

Resenha: Alexandre Luzardo
Edição e Revisão: Paulo Grossi [PG]

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The Coral – Biografia

Posted by Paulo Grossi em agosto 16, 2006

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The Coral é um conjunto originário de Hoylake, uma pequena cidade na Península de Wirral em Merseyside, Inglaterra. O grupo foi formado em 1996 pelos colegas de escola James Skelly (guitarra/vocais), Bill Ryder Jones (guitarra/trompete), Lee Southall (guitarra/vocais), Paul Duffy (baixo/saxofone), e Ian Skelly (bateria). O sexteto começou a produzir seu próprio material assim que estes começaram aprender a tocar seus instrumentos apropriadamente. Eles foram descobertos em uma apresentação pelo ex-Shack Alan Wills, que ficou impressionado o suficiente para fechar um contrato entre eles e a gravadora Deltasonic Records.

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Um contrato com a Sony Records já estava a caminho, e assim o The Coral entrou no “mainstream” e no novo milênio com uma série de lançamentos que fez deles a nova sensação do Reino Unido. O primeiro lançamento dos caras foram a edição limitada de Shadows Fall EP em Julho de 2001, que foi seguida em dezembro por outro lançamento de tiragem limitada chamado de The Oldest Path. A crítica surgiu em cima deles agraciando os com resenhas elogiosas, coisa rara para uma banda formada por jovens de apenas dezenove anos, isso se deveu a uma apresentação do grupo em que estes tocaram uma versão cover da canção Get Up Stand Up de Bob Marley. Desse modo o single The Skeleton Key foi lançado antes do lançamento do álbum auto-intitulado The Coral de Agosto de 2002.

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A onda do “hype” foi tão forte com o The Coral que o álbum a atingiu já na primeira semana de venda o honroso quinto lugar nas paradas, e foi indicado em menos de 24 horas de seu lançamento para o prêmio Mercury de Música, prêmio esse oferecido pelo conceituado selo Mercury, responsável por artistas como Eric Clapton entre outros. O tema pirata (“We’ve set sail again!/We’re heading for the Spanish Main” cantado por James Skelly na faixa de abertura) alçou o grupo as alturas, e por todo o álbum se percebe um bau do tesouro lotado de influências musicais das mais diversas indo do folk a psicodelia, influências essas que levaram segundo a crítica, ao lançamento do melhor e mais inspirado álbum de estréia de uma banda em décadas.

O grupo respondeu aos fãs e a imprensa retornando logo ao estúdio para a produção de seu segundo álbum intitulado “Magic And Medicine”. Eles lançaram um single desse álbum com a música “Don’t Think You’re The First”, lançado em Março de 2003, servindo assim de degustação para o seu novo album e servindo para a banda atingir o Top 10 do Reino Unido (categoria singles). A elegante “Pass It On” fez o segundo Top 10 em Julho, quando o segundo album Magic And Medicine estreiou no topo das paradas no mês seguinte. O experimental mini-álbum de 2004 “Nightfreak And The Sons Of Becker” foi considerado fraco pelos críticos e teve um desempenho mediano nas paradas, mas isso serviu para demonstrar a falta de criatividade causada pela fadiga da banda.

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Porém nada dessa fadiga parece influenciar o mais novo álbum do grupo intitulado The Invisible Invasion, de 2005. São 12 faixas que mostram canções mais maduras e revigoradas, surpreendendo por sua excepcional qualidade e inventividade, usando e recriando ritmos criados por nada menos que Bob Marley, The Beach Boys, The Doors, entre outros. O destaque vai para o primeiro single “In the Morning”, que já atingiu o top # 1 das paradas inglesas.

Por enquanto, o número de integrantes da banda foi aumentado com a chegada do percursionista John Duffy.

DISCOGRAFIA:

The Coral
(Deltasonic/Columbia 2002)****
Magic And Medicine (Deltasonic/Columbia 2003)***
Nightfreak And The Sons Of Becker mini-album (Deltasonic/Columbia 2004)**
The Invisible Invasion (Deltasonic 2005)***

por Paulo Grossi [PG]

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Explosions In The Sky [Biografia]

Posted by Paulo Grossi em agosto 9, 2006

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Michael James [baixo] Mark Smith [guitarra]
Munaf Rayan [guitarra] Chris Hrasky [bateria]

 

Apesar da curta discografia, o Explosions in the Sky já é considerado pela grande maioria dos fãs de post-rock como um dos grandes nomes do gênero. A banda alcançou este posto graças a dois discos excepcionais, que trilham basicamente o mesmo caminho do Mogwai (outro ícone do estilo) no que diz respeito as características básicas de sua música, mas que lhe conferiram personalidade própria e uma legião de admiradores obstinados.

A história do Explosions começa em Midland, no Texas, onde Michael James, Mark Smith e Munaf Rayani – todos tocavam guitarra – conheciam-se desde a infância. Apesar disso, a banda nasceu somente em Austin, para onde os três se mudaram posteriormente. Lá conheceram o baterista Chris Hrasky, que havia colocado um anúncio em uma loja de discos convocando músicos para formar uma “sad, triumphant, rock band”.

A partir de abril de 1999, os quatro começaram a ensaiar juntos, e depois de uma sessão feita no 4 de julho daquele ano (dia da independência americana), surgiu a idéia de nomear a banda de Explosions in the Sky. A essa altura, Michael já havia assumido o baixo e cada vez mais a banda ia ganhando forma, a medida que os quatro amigos percebiam que havia um entrosamento natural e uma forte identidade entre eles.

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A primeiro apresentação para uma audiência aconteceu em agosto de 1999, mas pode-se dizer que o primeiro show de verdade aconteceu no festival Emo’s, em Austin, em janeiro de 2000. Um dos espectadores da apresentação da banda neste festival era a diretora de filmes independentes Kat Candler, que se encantou com a banda e pediu a eles que gravassem a trilha de seu novo filme, “Cicadas”, que estava em produção. A banda topou e gravou então aquilo que seria seu primeiro álbum, “How Strange, Innocence”. Este disco não teve muita circulação (foram editadas somente 300 cópias, pelo selo Sad Loud America) e muitas vezes nem é reconhecido como o debut do Explosions in the Sky, mas hoje suas poucas cópias existentes são itens valiosos, e muitos fãs considerem este o melhor trabalho do Explosions.

Em agosto de 2000, a banda assinou contrato com a Temporary Residence Limited Records. Jeremy DeVine, dono do selo, ficou encantado ao ouvir uma fita com algumas canções do grupo, que lhe foi enviada pelos membros do American Analog Set com um bilhete que dizia “THIS TOTALLY FUCKING DESTROYS”.

Em dezembro de 2000, a banda inicia as gravações de seu novo disco, que seria lançado em agosto do ano seguinte sob o título de “Those Who Tell The Truth Shall Die, Those Who Tell The Truth Shall Live Forever”. A resposta ao lançamento foi excelente, levando a banda inclusive a fazer sua primeira turnê na Europa, em dezembro de 2001.

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Explosions no Palco

No começo de 2002, a banda decide se mudar de volta para Midland, por motivos operacionais. Logo depois volta a tocar pelos EUA divulgando seu trabalho, fechando o ano com mais uma viagem a Europa, onde tocam em um maior número de países e gravam em Londres com John Peel. A banda toca também duas noites em Taiwan, levando seu som ao reconhecimento em escala mundial.

Em 2003, o Explosions in the Sky lança um novo disco, “The Earth is Not a Cold Dead Place”, que estabelece definitivamente o grupo como um dos principais nomes do post-rock, ao lado de Mogwai, Godspeed You Black Emperor e Tortoise. O álbum, formado por 5 músicas de beleza assombrosa, é aclamado por crítica e público.

Em 2004, a banda participa de dois projetos: uma coletânea da Temporary Residence Limited chamada “Thank you”, e a trilha sonora do filme “Friday Night Lights”, de Peter Berg.

Em outubro de 2005, a banda solta na praça dois novos filhotes: o EP “The Rescue”, lançado pela série Travels in Constants, que já teve colaboradores como Papa M, Low e Will Oldham, e uma segunda edição de seu disco de estréia, “How Strange, Innocence”, com nova arte gráfica e remasterizado. O Explosions in the Sky atualmente está se dividindo entre shows e a gravação de um novo LP, cujo lançamento está previsto para o segundo semestre deste ano.

por Fabrício Boppré

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The Mars Volta [Biografia]

Posted by Paulo Grossi em agosto 2, 2006

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Quando você assiste MTV (que por sinal é um anagrama de The Mars Volta) e vê o mesmo de sempre, quando procura algo na internet e vê o mesmo de sempre, quando vai a uma loja de cds e vê o mesmo de sempre.Você pensa que está tudo acabado e sai as lagrimas chutando uma singela pedrinha pela rua, é quando você vê que lá em cima, Marte esta mais perto do que nunca.

Era uma vez dois latinos, Omar Rodriguez (guitarra) e Cedric Bixler (vocal), cada um
com um black anos 80 maior que o outro.osme-e-dexter.JPGEles estavam em uma banda chamada:
At the Drive-in e também tocavam em seu segundo projeto
de nome:De Facto.Em 2001 o the Drive-in acabou e o De Facto se uni a Jon Theodore (bateria) e Eva Gardner (baixo) e assim nasce o The Mars Volta, há muitas explicações para o nome, a principal é que se trata de uma referência ao diretor italiano Federico Fellini. Há também referências a mitologia grega, ao deus Marte.

Alguns meses depois eles saíram em turnê abrindo os shows do The Anniversary, alguns só esperavam outro At the Drive-in e se perguntavam o que aquele cara de black tinha tomado pra fazer aquela dancinha estilo Tony Tornado.Por outro lado muita gente gostou e em 2002 foi lançado o “Tremulant EP”.Com três faixas somando dezenove minutos o EP mostrava muito bem o que era o The Mars Volta e também possuía uma clara ligação com o seu futuro LP.Em maio do mesmo ano, a banda se apresenta no Goldenvoice’s Coachella Valley Festival o que seria o ultimo show para Eva, que deixa o grupo.

O TMV assina contrato com a Universal Records para o seu próximo LP enquanto isso Omar termina o projeto de um filme.Em 2003 entram em estúdio e com a produção do mago e conselheiro:Rick Rubin e terminam o “De-Loused in Comatorium”.de-loused-in-the-comatorium.jpgDepois de finalizado o álbum, a banda sai em turnê com o Red Hot Chilli Peppers e em 23 de Maio o manipulador de som e letrista Jeremy Ward é achado morto no seu apartamento devido a uma overdose, um mês antes do lançamento do álbum.O amigo das épocas de At The Drive-in Paul Hijonos fica no lugar de Jeremy.O resto da turnê é cancelada e o álbum lançado na data prevista.

De Loused in Comatorium mostra o que a mistura de psicodelismo (sem clichê), progressivo (isso não é outro clone de Dream Theater), emo (isso também não é mais um Forfun ou Dibob) pode resultar em um trabalho no mínimo novo e diferente do que se vê hoje em dia.De acordo com o guitarrista Omar o TMV é “uma banda de rock que quer ser uma banda de salsa”.Logo depois os caras fazem uma parada para lançar um livro que tinha sido escrito por Cedric e Jeremy que explica o que o seu álbum é sobre.

frances-the-mute.jpgEm 2004 é lançado o “Frances, The Mute” a banda mostra desde faixas que entram fácil no ouvido como “The Widow” até musicas extremamente trabalhadas como “Cassandra Gemini” com seus básicos trinta minutos de duração.Com as letras alternando em inglês e espanhol (devido à maioria dos membros terem descendência latina) esse novo trabalho elevou ainda mais o The Mars Volta.No mesmo ano a banda deu o ar de sua graça no Tim Festival, o show só aumentou ainda mais a moral dos marcianos e provou que o The Mars Volta ainda tem muito para mostrar.

O The Mars Volta é:

Cedric Bixler Zavala – Vocal
Omar Alfredo Rodriguez Lopez – Guitarra
Jon Philip Theodore – Bateria
Juan Alderete – Baixo
Isaiah Ikey Owens – Teclado

Escrita por: Cláudio Baffa
Fotos, edição e revisão: PG

Aguardem em breve estarei disponibilizando a resenha e o disco De-Loused in Comatorium de 2000.

Abraços e até lá

Paulo Grossi [PG]

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