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The Strokes – Biografia [Parte II]

Posted by Paulo Grossi em setembro 4, 2006

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A mais esperada segunda edição desde o Novo Testamento” foi assim que a revista Spin anunciou a chegada do álbum, Room on Fire, o sucessor do bombástico “Is This It”, chegou às lojas brasileiras no dia 28 de outubro de 2003. O segundo CD dos Strokes prova que a simplicidade pode ser genial. Bom exemplo da qualidade musical deste trabalho é a faixa “12:51”, considerada por alguns críticos como genial. Eles sabem o que estão fazendo. Julian Casablancas, que virou noite na época da finalização do CD em busca do melhor disse: “Eu não quero que meu disco soe como a demo. Quer dizer, eu gosto da vibração da fita demo, mas ela é outra coisa”. Longe de soar como uma superprodução, Room on Fire é um álbum muito bem gravado, com uma enorme variação de timbres e canções com a assinatura dos Strokes. São 11 faixas que tem um total de 33 minutos de duração. Para se ter uma idéia de como o disco e a volta da banda era aguardada, em menos de uma hora foram vendidos todos os ingressos dos dois shows que os Strokes fariam no Alexandra Palace, em Londres, na Inglaterra, nos dias 5 e 6 de dezembro. “Para nós é importante não estragar o que gerações anteriores nos deram”, diz Casablancas. “Não acho que a gente toque tão bem. Somos pessoas normais, não somos superartistas. Mas levamos o que fazemos a sério”, completa.

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First Impressions of Earth, recém-lançado, chega causando estardalhaço na mídia. “Juicebox”, o primeiro single, nos deu uma boa amostra daquilo que poderíamos esperar do novo disco, gerando grandes expectativas. A música é potente, divertida, diferente da maioria das composições dos caras. Mas o resto do disco não é, digamos, fiel ao primeiro single.

O álbum começa com a deliciosa You Only Live Once e nos primeiros segundos você pode jurar que Fred Mercury vai entrar cantando “I want to break free…” tamanha a semelhança do riff inicial com a canção do Queen. Mas é só no começo, depois a segunda guitarra desfaz esta saudosa lembrança e nos lembra onde estamos. Trata-se de uma clássica composição do Strokes. Heart in a Cage, o segundo single, vêm com força mostrando aquilo que os Strokes sabem fazer de melhor uma música mais rápida e compacta. Já Razorblade tem mais presença e esta bem trabalhada saindo assim uma boa balada com grande refrão, de repente vem a primeira bomba, a fraca “On the Other Side”, que começa a lhe deixar preocupado, afinal, a música traz de volta os piores momentos de Room on Fire, com aquele som meia boca mal trabalhado e sem nenhum compromisso com a levada das músicas anteriores. Além de ser chata, a música ainda dura mais de quatro minutos e meio, tempo recorde para a banda. Vision of Division nos acalma, apesar de não trazer nada de novo, mas traz ânimo e pegada mais fortes. Depois daí, nada de novo, mas bons momentos aparecem com Fear of Sleep e Evening Sun.

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Os Strokes largaram a música de lado? Não claro que não! Parecem sempre estar dando passos em direção ao que eles querem, mas é inquestionável que o nível do primeiro disco não foi mantido. Talvez seja hora de esquecermos um pouco o impacto causado pelo álbum de estréia Is This It e começarmos a vê-los como uma boa banda em atividade que nos entrega bons discos. First Impressions of Earth é isso, um bom disco e nada mais. Porém os Strokes continuam sendo uma das melhores bandas de sua geração, e que tem o direito de lançar álbuns não tão bons assim como qualquer banda, mas acima de tudo os Strokes possuem uma capacidade criativa e musical incrível fora de série o que faz com que eles sejam apontados sempre como o futuro do rock.

Paulo Grossi [PG]

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12 Respostas to “The Strokes – Biografia [Parte II]”

  1. Putz cara, ótima biografia, muito bem escrita e opinada.
    Difícil de se encontrar.

    f****.

  2. Obrigado pelo comentário, informamos que em breve o blog passará por atualização trazendo mais conteudo e informação.

    Abraços!!

    Paulo Grossi

  3. Thales said

    Adorei a Biografia..
    continuem assim..

    Strokes é fod*

  4. renato said

    cara como você diz que “on the otherside é chata”, você com certeza não é um fã da banda, só é um cara querendo parecer com um crítico de mídia, que só sabe falar dos bons tempos do is this it, cara se liga eles estão cada vez melhores.
    F.I.O.E, com certeza é o top deles!!!!

  5. Bom, primeiramente respeito a opinião de todos que postam aqui no blog, afinal de contas o que seria do mundo se todos gostassem das mesmas coisas? Uma chatice, certo!
    Agora quanto a segunda parte da crítica eu fiquei um tanto chateado, afinal de contas quando eu criei este blog eu não fiz para chamar a atenção para min e sim para a música de qualidade, no mais espero que com o tempo Renato, você possa observar isso com mais lucidez.

    Abraços Cordiais

    Paulo Grossi

  6. ana laura said

    HOLA YO SOY DE MEXICO
    SON EL MEJOR GRUPO QUE ALLA ESCUCHADO EN TODA MI MUGROSA VIDA ESPERO Y NUNCA SE SEPAREN Y PUES A NICK VALENSI Y A JULIAN LES QUIERO DECIR QUE ESTAN BIEN GUAPOS CUIDENSE

    HABER CUANDO VUELVEN A VENIR A MEXICO

  7. MIGUEL JULIAN said

    O cara legal a biografia ..ma po tu acabo com o First Impressions of Earth as guitas alternadas tão melhores que os outros cds a banda apartir de agora vai explorar esse lado…algo novo o albe faz um solo indiano genial em vision of division o Casablanca jogo fora aqueles filtros da voz e foi romântico em electricityscape o fabrizio se mostra um bom batera , ele é difícil de escutar de prima mas ele é um dos melhores CD do ano…um abraçao

  8. MIGUEL JULIAN said

    nada pessoal é claro mas a cada cd eles tao melhores eles sao altenticos..e nada mais

  9. João said

    ótima resenha da banda que mais curto.

  10. Júlio said

    Discordo com o que diz respeito ao First Impressions of Earth.
    Sim, o som dos caras mudou de um cd pra outro, mas isso é normal, não precisava falar tão mal do último cd deles.
    “A música traz de volta os piores momentos de Room on Fire, com aquele som meia boca mal trabalhado e sem nenhum compromisso com a levada das músicas anteriores”, bem, qual foi os “piores momentos do Room on Fire”? On The Other Side não me lembra nenhuma música desse cd, pra mim Julian apenas bebeu demais quando estava compondo essa música.

  11. Maíra said

    Concordo com o Julio, dentro de meu ponto de vista, a qualidade do First Impressions of Earth é boa sim. Não digo que seja melhor que Is this it, porém é um ótimo álbum…
    Particularmente não tenho um álbum preferido, e todas as musicas que eles gravaram me fazem viajar…
    Tirando a crítica sobre o álbum, citada acima, eu gostei da defiinição que deram à banda, em sua maior parte.
    amo eles. daria tudo por eles Oo

  12. strokes é fodaaaa , a biografia esta muito bem escrita

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