Templo do Som

Bem Vindos ao Mundo da Música

Archive for setembro \24\UTC 2006

The Libertines – Up The Bracket [Vídeo]

Posted by Paulo Grossi em setembro 24, 2006

Este é o clipe da faixa número 7 do disco de estréia de mesmo nome “Up The Bracket” lançado originalmente em 2002.

O clipe mostra uma performance bem humorada do grupo, mostrando como era a relação do grupo em sua fase inicial, que era uma relação de proximidade e companheirismo, que infelizmente não suportou os abalos causados pelo vício em drogas pesadas do seu guitarrista e vocalista Pete Doherty.

A influência nesse clipe é clássica, os Beatles, mais particularmente nas roupas que lembram as “fardas” usadas pelos Beatles no seu disco antológico “Sgt. Peppers”. No mais a música que foi o carro chefe desse dico de estréia mostra toda a sonoridade vibrante desses garotos “libertinos”

Espero que gostem e comentem, pois voces já sabem

“O seu comentário é o meu salário”

Abraços

Paulo Grossi [PG]

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The Libertines – Biografia

Posted by Paulo Grossi em setembro 24, 2006

 

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Se os Estados Unidos têm o The Strokes e a Suécia o The Hives, a Inglaterra também tem um forte representante do chamado “Novo Rock”: The Libertines. Assim como as outras bandas de outros países, o grupo chegou trazendo grande repercussão e espaço na mídia em pouquíssimo tempo e com apenas um álbum.

Assim o The Libertines é a primeira banda britânica a rivalizar com o revival do Rock de Garagem que começou com os The Strokes e The White Stripes nos Estados Unidos, com o The Hives na Suécia, e com o The Datsuns na Nova Zelândia.

Apesar das semelhanças, muita gente é radicalmente contra esse tipo de comparação, elevando o The Libertines ao status de novo “The Clash” – o que por sua vez desperta a ira de muitos outros radicais de plantão.

The Libertines estreiou com o CD “Up the Bracket” em 2003. Um album debut confiável e consistente, e a maneira mais fácil de compará-lo seria “Is This It?”dos Strokes. Mas isso não é justo porque, fora a qualidade primeira do conjunto, o guitarrista Pete Doherty também arrasa nos vocais misturados, o grupo faz de cada canção de “Up the Bracket” um choque imediato, com o mesmo tipo de guitarras agressivas e a economia na bateria, da irresistível sonoridade que criou o estilo dos Strokes.

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O fato é que “Up The Bracket”, o ‘debut’, chegou às lojas, em 2003, cercado de polêmicas. Isso porque o guitarrista e vocalista Pete Doherty é um encrenqueiro de primeira e vive sendo notícia por suas internações e fugas em clínicas de reabilitação, pelo seu namoro com a Top Model Kate Moss, além de notas mais bizarras como o assalto que realizou na casa de seu próprio companheiro de banda, Carl Barat.

Os vocalistas e guitarristas Pete Donerty e Carl Barat,libertines-002.jpg ambos com 20 e poucos anos, são amigos com uma pitada dos irmãos bíblicos Caim e Abel e, antes de formarem a banda, chegaram a ganhar algum dinheiro como garotos de programa. Logo após a estréia com o álbum Up the Bracket (2002), Pete caiu de boca, nariz e braço na heroína e no crack. Virou dependente e invadiu e por isso
invadiu a casa de Carl para roubar computador e instrumentos. Acabou pagando caro por isso, pois foi pego pela polícia e foi parar atrás das grades.

Dois meses de cadeia e as pazes com Carl trouxeram Pete de volta ao grupo, com a condição de que abandonasse as drogas (o que ele tentou e não conseguiu). Nesse clima, os caras gravaram o segundo CD e levaram a sua turbulenta relação para as canções e para a capa do disco, na qual Carl exibe o muque e Pete o local do braço onde ele injeta substâncias nocivas. O baterista Gary Powell e o baixista John Hassel nem aparecem na capa e no encarte.

No ano seguinte veio segundo trabalho, auto-intitulado. “The Libertines”, assim como o disco de estréia, foi produzido por Mick Jones, ex-guitarrista do The Clash, sendo que o engenheiro de som foi Bill Price, que já gravou clássicos como “London Calling”, do próprio The Clash e “Appetite for Destruction”, dos Guns n’ Roses.

As letras que falam sobre como é a vida de garotos em subúrbios londrinos conquistou em cheio os adolescente ingleses. “Nossa musica não tem muitas mensagens políticas ou coisas do tipo, mas representamos o que muitos jovens enfrentam, vivemos situações que eles vivem”, diz Hassall. Elas falam também sobre drogas, amores e da conturbada relação entre Barat e Doherty, que, sem a menor cerimônia, discutem seus problemas nas próprias músicas do grupo. Mas como as brigas ficaram cada vez mais constantes, Pete Doherty anunciou sua saída do grupo em Maio de 2004.

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Sem Pete Doherty e John Hassall (hoje no “Baby Shambles” e “Yeti” respectivamente), os remanescentes do Libertines montaram uma nova banda chamada de “Dirty Pretty Things”. Isso aconteceu por conta de pressões feitas pelos advogados de Doherty. O Dirty Pretty Things chamou o guitarrista Anthony Rossamondo e o baixista Didz Hammond para tocarem nos shows.

Mesmo assim, a dupla vive se encontrando e se separando, sem que ninguém saiba ao certo como eles irão se apresentar em algum show, por exemplo.

Discografia:

Up The Bracket [2002] ****
The Libertines [2004] ***

Resenha: Paulo Grossi [PG]

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The Strokes – Is This It [2001]

Posted by Paulo Grossi em setembro 11, 2006

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Lançado em Janeiro de 2001 o album Is This It foi considerado um sucesso de crítica e de vendas que bateram a casa de milhares de cópias vendidas em poucas semanas, o que fez com que a turnê do disco fosse acompanhada de casa lotada em todas as apresentações.

O álbum de estréia do Strokes é basicamente um álbum empolgante do começo ao fim, pois ele cria um clima de rebeldia rock and roll com uma levada mais suave o que parece ser o casamento perfeito da música nessa década.

A idéia não é original, é verdade, ela começou na década de 60 com os Beatles e ganhou força com grupos como Led Zeppelin e The Who, mas isso não quer dizer que a fórmula não serve mais e nem que ela não pode ser mais usada. Pode sim! Mas com sabedoria e por um grupo que consegue unir a técnica musical de baixo, guitarra e bateria com a habilidade do seu vocalista John Casablancas.

O disco começa com a faixa título Is this It, uma música “largada” que mostra que o Strokes veio a tona não pra atender nenhuma exigência da mídia musica que fica a todo momento rotulando as novas bandas de a última esperança do rock entre outras bobagens. Como canta Casablancas “I’m trying … and I don’t even like it”.

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A segunda faixa é o single lançado antes do lançamento do disco chamado de Modern Age. Esse single causou um tumulto muito grande quando foi lançado em 2001 e acarretou em uma guerra de interesses entre gravadoras “pela maior banda de Rock and Roll em anos”. Posteriormente, os Strokes foram bastante divulgados, causando uma divisão entre os seguidores do Rock e revistas independentes: procurava-se saber se eles eram realmente os salvadores do Rock ou um punhado de jovens ricos com nomes legais e cópia do Velvet Underground. As duas bandas eram bastante parecidas tanto pelo estilo vocal de Casablancas, similar a de Lou Reed quanto pela alternância entre Hammond e Nick Valensi como guitarrista principal o que lembra Lou Reed e Sterling Morrison.

Em Hard to Explain, a banda combina seu garage rock com melodias grudentas, em uma canção que pode ser considerada uma das melhores músicas do disco. Is this it mostra toda a alegria que os Strokes têm como jovens, cheios de autoconfiança ao som de uma linha de baixo saltitante; Last Nite, Soma, Someday, e Take it or Leave It são os Strokes em seus momentos mais vigorosos. A banda é capaz de fazer a velha combinação guitarra-baixo-bateria parecer uma novidade para o ouvido dos roqueiros mais aficcionados.

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Uma curiosidade sobre o disco Is this It é que a capa original do disco foi censurada nos Estados Unidos, mas que no Brasil continuou sendo a mesma. E a canção New York City Cops que acabou retirada do CD, na última hora, por conta dos ataques terroristas a NY, pois naquela época a mídia americana queria evitar ao máximo uma exposição dos “heróis” do 11 de setembro. Porém para a felicidade dos ouvintes não americanos a música foi incluída no CD distribuído para os outros países inclusive a versão brasileira.

Espero que gostem e não se esqueçam

O seu comentário é o meu salário!

Abraços e até a próxima!

Paulo Grossi [PG]

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The Strokes – Last Nite [Vídeo]

Posted by Paulo Grossi em setembro 4, 2006

Em meados de Janeiro de 2001 o primeiro CD dos Strokes [Is This It?] chegava as lojas
fazendo estardalhaço. Na sequência vieram os shows da turnê americana e européia, todos sempre lotados.

Foi neste período que a música Last Nite se consagrou como o cartão de visitas do grupo, marcando de forma indelevel a passagem do grupo por várias apresentações em vários lugares do mundo.

Esse clipe mostra que após 6 anos depois de seu lançamento a música é hoje considerada um dos hinos da banda. Ela é cantada por todos os fãs de qualquer lugar do mundo, desde o francês de Nice aos cariocas do Rio de Janeiro. Você não acredita no que estou dizendo?
Então veja essa apresentação dos Strokes tocando Last Nite no Cais do Porto do Rio de Janeiro no dia 22/10/2006 para comprovar que o que eu digo é a mais pura verdade.

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The Strokes – Biografia [Parte II]

Posted by Paulo Grossi em setembro 4, 2006

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A mais esperada segunda edição desde o Novo Testamento” foi assim que a revista Spin anunciou a chegada do álbum, Room on Fire, o sucessor do bombástico “Is This It”, chegou às lojas brasileiras no dia 28 de outubro de 2003. O segundo CD dos Strokes prova que a simplicidade pode ser genial. Bom exemplo da qualidade musical deste trabalho é a faixa “12:51”, considerada por alguns críticos como genial. Eles sabem o que estão fazendo. Julian Casablancas, que virou noite na época da finalização do CD em busca do melhor disse: “Eu não quero que meu disco soe como a demo. Quer dizer, eu gosto da vibração da fita demo, mas ela é outra coisa”. Longe de soar como uma superprodução, Room on Fire é um álbum muito bem gravado, com uma enorme variação de timbres e canções com a assinatura dos Strokes. São 11 faixas que tem um total de 33 minutos de duração. Para se ter uma idéia de como o disco e a volta da banda era aguardada, em menos de uma hora foram vendidos todos os ingressos dos dois shows que os Strokes fariam no Alexandra Palace, em Londres, na Inglaterra, nos dias 5 e 6 de dezembro. “Para nós é importante não estragar o que gerações anteriores nos deram”, diz Casablancas. “Não acho que a gente toque tão bem. Somos pessoas normais, não somos superartistas. Mas levamos o que fazemos a sério”, completa.

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First Impressions of Earth, recém-lançado, chega causando estardalhaço na mídia. “Juicebox”, o primeiro single, nos deu uma boa amostra daquilo que poderíamos esperar do novo disco, gerando grandes expectativas. A música é potente, divertida, diferente da maioria das composições dos caras. Mas o resto do disco não é, digamos, fiel ao primeiro single.

O álbum começa com a deliciosa You Only Live Once e nos primeiros segundos você pode jurar que Fred Mercury vai entrar cantando “I want to break free…” tamanha a semelhança do riff inicial com a canção do Queen. Mas é só no começo, depois a segunda guitarra desfaz esta saudosa lembrança e nos lembra onde estamos. Trata-se de uma clássica composição do Strokes. Heart in a Cage, o segundo single, vêm com força mostrando aquilo que os Strokes sabem fazer de melhor uma música mais rápida e compacta. Já Razorblade tem mais presença e esta bem trabalhada saindo assim uma boa balada com grande refrão, de repente vem a primeira bomba, a fraca “On the Other Side”, que começa a lhe deixar preocupado, afinal, a música traz de volta os piores momentos de Room on Fire, com aquele som meia boca mal trabalhado e sem nenhum compromisso com a levada das músicas anteriores. Além de ser chata, a música ainda dura mais de quatro minutos e meio, tempo recorde para a banda. Vision of Division nos acalma, apesar de não trazer nada de novo, mas traz ânimo e pegada mais fortes. Depois daí, nada de novo, mas bons momentos aparecem com Fear of Sleep e Evening Sun.

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Os Strokes largaram a música de lado? Não claro que não! Parecem sempre estar dando passos em direção ao que eles querem, mas é inquestionável que o nível do primeiro disco não foi mantido. Talvez seja hora de esquecermos um pouco o impacto causado pelo álbum de estréia Is This It e começarmos a vê-los como uma boa banda em atividade que nos entrega bons discos. First Impressions of Earth é isso, um bom disco e nada mais. Porém os Strokes continuam sendo uma das melhores bandas de sua geração, e que tem o direito de lançar álbuns não tão bons assim como qualquer banda, mas acima de tudo os Strokes possuem uma capacidade criativa e musical incrível fora de série o que faz com que eles sejam apontados sempre como o futuro do rock.

Paulo Grossi [PG]

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