Templo do Som

Bem Vindos ao Mundo da Música

The Coral – Self-titled [2002]

Posted by Paulo Grossi em agosto 17, 2006

The Coral – The Coral [Deltasonic]

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O álbum de estréia do The Coral é despretensioso e alegre. Mas simplesmente esses seis amigos de perturbadores 19 anos, souberam como fazê-lo parecer um grande álbum.
A variedade sonora do álbum é clara desde o início. Assim como Robert Johnson obteve seu poderoso blues do Diabo. Desse modo como Johnson, os garotos obcecados por corais, devem ter extraído seu fabuloso som de Proteus – o Deus grego dos mares, que podia mudar as formas de acordo com sua vontade.

O álbum é composto por uma junção de sonoridades que incorporam grandes doses de batidas psicodélicas, alguma coisa pop, uma pitada de dub, uma faixa de disco “groove” e até mesmo um pouco de tudo aquilo que se encontra na famosa cidade de Liverpool (próxima a cidade deles), como Beatles e seu iê-iê-iê, por exemplo. Eles fazem referência até mesmo às estranhas sonoridades marítimas em “Calendars and Clocks” – seguramente nunca escutada fora dos quarteirões da vila de pescadores de Mersey.

“Simon Diamond” e “Goodbye” têm uma ressonância parecida com a do começo do Pink Floyd. “Badman” soa como uma levada mais nervosa. “Dreaming of You” deve certamente ter sido colocada numa cápsula do tempo e enterrada em Mersey durante a época da explosão do big beat. O som e a atitude gerais podem ser comparados a um cruzamento entre Shack e Super Furry Animals.

As canções são curtas e de rachar. As melodias são rápidas e de fácil assimilação por isso não se preocupe se alguma delas te deixar cantarolando por uma semana. Apesar de pular entre estilos e texturas dentro e entre as faixas, devido a sua musicalidade e realização e um sentido acima do normal de alegria, eles conseguem de algum modo uma coerência sonora total incrível.

A alta qualidade de suas composições é um fator adicional de unificação. Verso-refrão-verso são amarrados e executados de uma maneira perfeita. A narrativa em terceira pessoa representada por “Simon Diamond” é um fator aparte, as guitarras sujas e um refrão gritado ao estilo rock fazem balançar o esqueleto em “Badman” enquanto isso uma viagem psicodélica o transporta para “Skeleton Key”.

Sim eles são bons, realmente bons, mas eles serão grandes um dia? Bem, a auto-confiança fica evidente na afirmação “I ain’t going down like that” em “I Remember When” que sugere que eles tem jeito pra coisa. No entanto, o sucesso em massa pode aprisioná-los em um gênero específico de bandas que tiveram sua capacidade minada pelo sucesso. Parece fácil de se perceber que o The Coral é incapaz de se auto confinar nessa prisão. Assim seu único defeito é que eles irão fazer você adorá-los.

Resenha:
Daniel Pike
Tradução: Paulo Grossi [PG]

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