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Explosions In The Sky – How Strange, Innocence [2000]

Posted by Paulo Grossi em agosto 10, 2006

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Se tem uma pergunta, cada vez mais comum por sinal, que ainda não consegui encontrar resposta é “o que é pós-rock afinal?

A urgência pela definição de convenções para esse novo gênero pode muito bem se justificar em virtude do crescente surgimento de novas bandas que optaram pelo estilo, aceitando a idéia de abrir mão dos vocais e concentrar o foco em frases de guitarras e criação de climas, atitude que invariavelmente carrega consigo a capacidade de convencer o público de que quatro ou cinco caras conseguem subir num palco e entreter um número de diferentes pessoas com diferentes aspirações musicais através de músicas desvinculadas do imediatismo, que exigem uma cumplicidade com o expectador.

Aí então fica a dúvida de como diabos existem bandas assim e como podem continuar surgindo novidades em uma vertente com tão poucos recursos para se inovar. Seria a demonstração cabal de que as pessoas cada vez mais procuram refúgios que lhes transmitam emoções verdadeiras? Ou seria um caminho para bandas com péssimos vocalistas?

A primeira apresentação do Explosions In The Skyexplosions-midlle4.jpg  aconteceu em agosto de 1999, mas pode-se dizer que o primeiro show de verdade aconteceu no festival Emo’s, em Austin, em janeiro de 2000. Um dos espectadores da apresentação da banda neste festival era a diretora de filmes independentes Kat Candler, que se encantou com a banda e pediu a eles que gravassem a trilha de seu novo filme, “Cicadas”, que estava em produção.

Aexplosions-midlle3.jpg  banda topou e gravou então aquilo que seria seu primeiro álbum, “How Strange, Innocence”. Este disco não teve muita circulação (foram editadas somente 300 cópias, pelo selo Sad Loud America) e muitas vezes nem é reconhecido como o debut do Explosions in the Sky, mas hoje suas poucas cópias existentes são itens valiosos, e muitos fãs considerem este o melhor trabalho do Explosions. E é exatemente este disco caro leitor que está a disposição de vocês agora, um disco que sintetiza de forma extraordinária tudo o que há de melhor na música desse grupo, que são os acordes mágicos do guitarrista Munaf Rayan, juntamente com uma bateria executada a perfeição por Chris Hrasky. Não é a toa que esses dois foram os idealizadores do grupo.

Um dos destaques é a faixas “Snow & Lights”, que possui mais de oito minutos de duração, e uma composição impecável e que alterna de forma brilhante sonoridades tão dispares quanto um solo deprê de guitarra para uma explosão sensacional da bateria, estilo esse que percorre várias músicas do disco, diga-se de passagem.

Outro destaque fica por conta da quinta faixa “Glittering Blackness”, que abusa da sonoridade mais down da banda, mas que sabe também alternar esse clima mais pra baixo com uma idéia de felicidade que é facilmente percebida na medida em que a música tenta fugir desse clima, o que transforma essa faixa em minha opinião a melhor do disco.

Chega de história e vamos direto ao que interessa com vocês Explosions In The Sky em seu disco de estréia How Strange, Innocence!

por Paulo Grossi [PG]

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