Templo do Som

Bem Vindos ao Mundo da Música

The Libertines – Up The Bracket [Vídeo]

Posted by Paulo Grossi em setembro 24, 2006

Este é o clipe da faixa número 7 do disco de estréia de mesmo nome “Up The Bracket” lançado originalmente em 2002.

O clipe mostra uma performance bem humorada do grupo, mostrando como era a relação do grupo em sua fase inicial, que era uma relação de proximidade e companheirismo, que infelizmente não suportou os abalos causados pelo vício em drogas pesadas do seu guitarrista e vocalista Pete Doherty.

A influência nesse clipe é clássica, os Beatles, mais particularmente nas roupas que lembram as “fardas” usadas pelos Beatles no seu disco antológico “Sgt. Peppers”. No mais a música que foi o carro chefe desse dico de estréia mostra toda a sonoridade vibrante desses garotos “libertinos”

Espero que gostem e comentem, pois voces já sabem

“O seu comentário é o meu salário”

Abraços

Paulo Grossi [PG]

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The Libertines – Biografia

Posted by Paulo Grossi em setembro 24, 2006

 

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Se os Estados Unidos têm o The Strokes e a Suécia o The Hives, a Inglaterra também tem um forte representante do chamado “Novo Rock”: The Libertines. Assim como as outras bandas de outros países, o grupo chegou trazendo grande repercussão e espaço na mídia em pouquíssimo tempo e com apenas um álbum.

Assim o The Libertines é a primeira banda britânica a rivalizar com o revival do Rock de Garagem que começou com os The Strokes e The White Stripes nos Estados Unidos, com o The Hives na Suécia, e com o The Datsuns na Nova Zelândia.

Apesar das semelhanças, muita gente é radicalmente contra esse tipo de comparação, elevando o The Libertines ao status de novo “The Clash” – o que por sua vez desperta a ira de muitos outros radicais de plantão.

The Libertines estreiou com o CD “Up the Bracket” em 2003. Um album debut confiável e consistente, e a maneira mais fácil de compará-lo seria “Is This It?”dos Strokes. Mas isso não é justo porque, fora a qualidade primeira do conjunto, o guitarrista Pete Doherty também arrasa nos vocais misturados, o grupo faz de cada canção de “Up the Bracket” um choque imediato, com o mesmo tipo de guitarras agressivas e a economia na bateria, da irresistível sonoridade que criou o estilo dos Strokes.

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O fato é que “Up The Bracket”, o ‘debut’, chegou às lojas, em 2003, cercado de polêmicas. Isso porque o guitarrista e vocalista Pete Doherty é um encrenqueiro de primeira e vive sendo notícia por suas internações e fugas em clínicas de reabilitação, pelo seu namoro com a Top Model Kate Moss, além de notas mais bizarras como o assalto que realizou na casa de seu próprio companheiro de banda, Carl Barat.

Os vocalistas e guitarristas Pete Donerty e Carl Barat,libertines-002.jpg ambos com 20 e poucos anos, são amigos com uma pitada dos irmãos bíblicos Caim e Abel e, antes de formarem a banda, chegaram a ganhar algum dinheiro como garotos de programa. Logo após a estréia com o álbum Up the Bracket (2002), Pete caiu de boca, nariz e braço na heroína e no crack. Virou dependente e invadiu e por isso
invadiu a casa de Carl para roubar computador e instrumentos. Acabou pagando caro por isso, pois foi pego pela polícia e foi parar atrás das grades.

Dois meses de cadeia e as pazes com Carl trouxeram Pete de volta ao grupo, com a condição de que abandonasse as drogas (o que ele tentou e não conseguiu). Nesse clima, os caras gravaram o segundo CD e levaram a sua turbulenta relação para as canções e para a capa do disco, na qual Carl exibe o muque e Pete o local do braço onde ele injeta substâncias nocivas. O baterista Gary Powell e o baixista John Hassel nem aparecem na capa e no encarte.

No ano seguinte veio segundo trabalho, auto-intitulado. “The Libertines”, assim como o disco de estréia, foi produzido por Mick Jones, ex-guitarrista do The Clash, sendo que o engenheiro de som foi Bill Price, que já gravou clássicos como “London Calling”, do próprio The Clash e “Appetite for Destruction”, dos Guns n’ Roses.

As letras que falam sobre como é a vida de garotos em subúrbios londrinos conquistou em cheio os adolescente ingleses. “Nossa musica não tem muitas mensagens políticas ou coisas do tipo, mas representamos o que muitos jovens enfrentam, vivemos situações que eles vivem”, diz Hassall. Elas falam também sobre drogas, amores e da conturbada relação entre Barat e Doherty, que, sem a menor cerimônia, discutem seus problemas nas próprias músicas do grupo. Mas como as brigas ficaram cada vez mais constantes, Pete Doherty anunciou sua saída do grupo em Maio de 2004.

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Sem Pete Doherty e John Hassall (hoje no “Baby Shambles” e “Yeti” respectivamente), os remanescentes do Libertines montaram uma nova banda chamada de “Dirty Pretty Things”. Isso aconteceu por conta de pressões feitas pelos advogados de Doherty. O Dirty Pretty Things chamou o guitarrista Anthony Rossamondo e o baixista Didz Hammond para tocarem nos shows.

Mesmo assim, a dupla vive se encontrando e se separando, sem que ninguém saiba ao certo como eles irão se apresentar em algum show, por exemplo.

Discografia:

Up The Bracket [2002] ****
The Libertines [2004] ***

Resenha: Paulo Grossi [PG]

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The Strokes – Is This It [2001]

Posted by Paulo Grossi em setembro 11, 2006

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Lançado em Janeiro de 2001 o album Is This It foi considerado um sucesso de crítica e de vendas que bateram a casa de milhares de cópias vendidas em poucas semanas, o que fez com que a turnê do disco fosse acompanhada de casa lotada em todas as apresentações.

O álbum de estréia do Strokes é basicamente um álbum empolgante do começo ao fim, pois ele cria um clima de rebeldia rock and roll com uma levada mais suave o que parece ser o casamento perfeito da música nessa década.

A idéia não é original, é verdade, ela começou na década de 60 com os Beatles e ganhou força com grupos como Led Zeppelin e The Who, mas isso não quer dizer que a fórmula não serve mais e nem que ela não pode ser mais usada. Pode sim! Mas com sabedoria e por um grupo que consegue unir a técnica musical de baixo, guitarra e bateria com a habilidade do seu vocalista John Casablancas.

O disco começa com a faixa título Is this It, uma música “largada” que mostra que o Strokes veio a tona não pra atender nenhuma exigência da mídia musica que fica a todo momento rotulando as novas bandas de a última esperança do rock entre outras bobagens. Como canta Casablancas “I’m trying … and I don’t even like it”.

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A segunda faixa é o single lançado antes do lançamento do disco chamado de Modern Age. Esse single causou um tumulto muito grande quando foi lançado em 2001 e acarretou em uma guerra de interesses entre gravadoras “pela maior banda de Rock and Roll em anos”. Posteriormente, os Strokes foram bastante divulgados, causando uma divisão entre os seguidores do Rock e revistas independentes: procurava-se saber se eles eram realmente os salvadores do Rock ou um punhado de jovens ricos com nomes legais e cópia do Velvet Underground. As duas bandas eram bastante parecidas tanto pelo estilo vocal de Casablancas, similar a de Lou Reed quanto pela alternância entre Hammond e Nick Valensi como guitarrista principal o que lembra Lou Reed e Sterling Morrison.

Em Hard to Explain, a banda combina seu garage rock com melodias grudentas, em uma canção que pode ser considerada uma das melhores músicas do disco. Is this it mostra toda a alegria que os Strokes têm como jovens, cheios de autoconfiança ao som de uma linha de baixo saltitante; Last Nite, Soma, Someday, e Take it or Leave It são os Strokes em seus momentos mais vigorosos. A banda é capaz de fazer a velha combinação guitarra-baixo-bateria parecer uma novidade para o ouvido dos roqueiros mais aficcionados.

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Uma curiosidade sobre o disco Is this It é que a capa original do disco foi censurada nos Estados Unidos, mas que no Brasil continuou sendo a mesma. E a canção New York City Cops que acabou retirada do CD, na última hora, por conta dos ataques terroristas a NY, pois naquela época a mídia americana queria evitar ao máximo uma exposição dos “heróis” do 11 de setembro. Porém para a felicidade dos ouvintes não americanos a música foi incluída no CD distribuído para os outros países inclusive a versão brasileira.

Espero que gostem e não se esqueçam

O seu comentário é o meu salário!

Abraços e até a próxima!

Paulo Grossi [PG]

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The Strokes – Last Nite [Vídeo]

Posted by Paulo Grossi em setembro 4, 2006

Em meados de Janeiro de 2001 o primeiro CD dos Strokes [Is This It?] chegava as lojas
fazendo estardalhaço. Na sequência vieram os shows da turnê americana e européia, todos sempre lotados.

Foi neste período que a música Last Nite se consagrou como o cartão de visitas do grupo, marcando de forma indelevel a passagem do grupo por várias apresentações em vários lugares do mundo.

Esse clipe mostra que após 6 anos depois de seu lançamento a música é hoje considerada um dos hinos da banda. Ela é cantada por todos os fãs de qualquer lugar do mundo, desde o francês de Nice aos cariocas do Rio de Janeiro. Você não acredita no que estou dizendo?
Então veja essa apresentação dos Strokes tocando Last Nite no Cais do Porto do Rio de Janeiro no dia 22/10/2006 para comprovar que o que eu digo é a mais pura verdade.

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The Strokes – Biografia [Parte II]

Posted by Paulo Grossi em setembro 4, 2006

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A mais esperada segunda edição desde o Novo Testamento” foi assim que a revista Spin anunciou a chegada do álbum, Room on Fire, o sucessor do bombástico “Is This It”, chegou às lojas brasileiras no dia 28 de outubro de 2003. O segundo CD dos Strokes prova que a simplicidade pode ser genial. Bom exemplo da qualidade musical deste trabalho é a faixa “12:51”, considerada por alguns críticos como genial. Eles sabem o que estão fazendo. Julian Casablancas, que virou noite na época da finalização do CD em busca do melhor disse: “Eu não quero que meu disco soe como a demo. Quer dizer, eu gosto da vibração da fita demo, mas ela é outra coisa”. Longe de soar como uma superprodução, Room on Fire é um álbum muito bem gravado, com uma enorme variação de timbres e canções com a assinatura dos Strokes. São 11 faixas que tem um total de 33 minutos de duração. Para se ter uma idéia de como o disco e a volta da banda era aguardada, em menos de uma hora foram vendidos todos os ingressos dos dois shows que os Strokes fariam no Alexandra Palace, em Londres, na Inglaterra, nos dias 5 e 6 de dezembro. “Para nós é importante não estragar o que gerações anteriores nos deram”, diz Casablancas. “Não acho que a gente toque tão bem. Somos pessoas normais, não somos superartistas. Mas levamos o que fazemos a sério”, completa.

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First Impressions of Earth, recém-lançado, chega causando estardalhaço na mídia. “Juicebox”, o primeiro single, nos deu uma boa amostra daquilo que poderíamos esperar do novo disco, gerando grandes expectativas. A música é potente, divertida, diferente da maioria das composições dos caras. Mas o resto do disco não é, digamos, fiel ao primeiro single.

O álbum começa com a deliciosa You Only Live Once e nos primeiros segundos você pode jurar que Fred Mercury vai entrar cantando “I want to break free…” tamanha a semelhança do riff inicial com a canção do Queen. Mas é só no começo, depois a segunda guitarra desfaz esta saudosa lembrança e nos lembra onde estamos. Trata-se de uma clássica composição do Strokes. Heart in a Cage, o segundo single, vêm com força mostrando aquilo que os Strokes sabem fazer de melhor uma música mais rápida e compacta. Já Razorblade tem mais presença e esta bem trabalhada saindo assim uma boa balada com grande refrão, de repente vem a primeira bomba, a fraca “On the Other Side”, que começa a lhe deixar preocupado, afinal, a música traz de volta os piores momentos de Room on Fire, com aquele som meia boca mal trabalhado e sem nenhum compromisso com a levada das músicas anteriores. Além de ser chata, a música ainda dura mais de quatro minutos e meio, tempo recorde para a banda. Vision of Division nos acalma, apesar de não trazer nada de novo, mas traz ânimo e pegada mais fortes. Depois daí, nada de novo, mas bons momentos aparecem com Fear of Sleep e Evening Sun.

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Os Strokes largaram a música de lado? Não claro que não! Parecem sempre estar dando passos em direção ao que eles querem, mas é inquestionável que o nível do primeiro disco não foi mantido. Talvez seja hora de esquecermos um pouco o impacto causado pelo álbum de estréia Is This It e começarmos a vê-los como uma boa banda em atividade que nos entrega bons discos. First Impressions of Earth é isso, um bom disco e nada mais. Porém os Strokes continuam sendo uma das melhores bandas de sua geração, e que tem o direito de lançar álbuns não tão bons assim como qualquer banda, mas acima de tudo os Strokes possuem uma capacidade criativa e musical incrível fora de série o que faz com que eles sejam apontados sempre como o futuro do rock.

Paulo Grossi [PG]

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The Strokes – Biografia [Parte I]

Posted by Paulo Grossi em agosto 31, 2006

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Nick Valensi (Guitarra) Julian Casablancas (Vocal)
Albert Hammond Jr. (Guitarra) Nikolai Fraiture (Baixo)
Fabrizio Moretti (Bateria)

Formado por jovens com menos de 20 anos, o Strokes apareceu na cena nova-iorquina em 1999 quando eles começaram tocando em festas de Nova York, e não demoraram a começar a fazer sucesso pela cidade Após gravar uma fita com três músicas, que em setembro de 2000 ganhou o nome The Modern Age, o lendário produtor Geoff Travis recebeu uma dica e logo concordou em lançar a demo no formato EP, em sua prestigiada gravadora independente, a Rough Trade Records. O disquinho chegou às lojas em janeiro de 2001. Em fevereiro os Strokes chegaram à Inglaterra, lotando todos os shows de sua primeira turnê pelo país e ganhando elogios da exigente imprensa musical britânica. “Sejamos francos: os Strokes são os filhos da mãe mais quentes do momento. Eles viajam no romance e na paixão do punk rock nova-iorquino, mostrando a poesia urbana com fúria em canções pop que misturam amor, ódio e luxúria, além da agonia cortante da incompreensão “(New Musical Express, 17 de fevereiro de 2001).

Turbinados por vocais rasgados, linhas espertas de guitarra e frases que grudam na memória, os Strokes conseguem novidades a partir de um som inspirado no passado. Através de seus shows eles angariaram um poderoso boca-a-boca pelos Estados Unidos ao excursionar como atração de abertura de bandas como o Guided By Voices e os Doves. A adormecida cena roqueira de Nova York despertou e agradeceu. E a BMG venceu a disputa e contratou os meninos.

Oriundos de famílias classe-média-alta, estes cinco meninos de Nova York já estavam inseridos no mundo da música e da mídia antes mesmo de começarem a tocar. Um bom exemplo é o de seu guitarrista, Albert Hammond Jr., filho do famoso e bem sucedido compositor Albert Hammond.

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Com gritantes influências de Lou Reed e dos Stooges, os Strokes fazem um som mais light, porém poderoso. Eles não admitem suas influências, mas parecem gostar da inevitável comparação com o Velvet Underground. Numa entrevista para o portal Terra, Fabrizio Moretti, o baterista que é brasileiro (ele nasceu no Rio e foi para Nova York ao 4 anos) disse: “tem aquela coisa de vender a música (…) então alguns críticos inicialmente nos rotularam assim, e foi ficando. Mas as comparações com o Velvet Underground e outras bandas eu acho legais, pois são todas coincidentemente minhas favoritas”.

Ao mesmo tempo, a imprensa norte-americana estava descobrindo a banda graças a uma série de shows no Mercury Lounge de Nova York, em dezembro de 2000. O quinteto recebeu elogios rasgados do New York Times, do Village Voice, do Paper e apareceu duas vezes na Rolling Stone. Nas páginas da mais importante revista de música dos Estados Unidos, David Fricke escreveu: “Os Strokes são a primeira grande emoção no rock de Manhattan este ano. Já os vi ao vivo e eles têm um disco inteiro de ótimo material em si” (27 de fevereiro de 2001).

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As canções do Strokes trazem consigo toda uma rebeldia que surge da união da força jovem + a vontade de colocar as angústias pra fora, um desabafo. O líder da banda é o cantor e principal compositor e guitarrista Julian Casablancas que juntamente com os outros integrantes da banda misturam uma autoconfiança inesgotável, associada a uma insegurança difícil de se esconder, típica da fase inicial do grupo. Em Hard to Explain, a banda combina seu garage rock com melodias grudentas, em uma canção que pode ser considerada uma das melhores músicas do disco. Is this it? mostra toda a alegria que os Strokes têm como jovens, cheios de autoconfiança ao som de uma linha de baixo saltitante; Soma, Someday, e Take it or Leave It são os Strokes em seus momentos mais exuberantes. A banda é capaz de fazer a velha combinação guitarra-baixo-bateria parecer uma novidade para o ouvido dos roqueiros mais aficcionados.

Uma curiosidade sobre o disco Is this it? é que a capa original do disco foi censurada nos Estados Unidos, mas que no Brasil continuou sendo a mesma. E a canção New York City Cops que acabou retirada do CD, na última hora, por conta dos ataques terroristas a NY, pois naquela época a mídia americana queria evitar ao máximo uma exposição dos “heróis” do 11 de setembro. Porém para a felicidade dos ouvintes não americanos a música foi incluída no CD distribuído para os outros países inclusive a versão brasileira.

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Assim os ingressos da turnê começaram a se esgotar rapidamente, e os shows do Strokes se tornaram bem mais badalados que os da atração principal. A NME deu chamada de capa para uma curtíssima resenha de um show do Strokes no Texas e nem falaram do Doves, prata da casa.

Depois de uma curta turnê nos Estados Unidos o Strokes já estava excursionando pela Europa, participando dos principais festivais europeus como no estival 02 Wireless no Hyde Park londrino, sendo que as apresentações da banda sempre eram acompanhada de casas lotadas e público indo ao delírio e muita, mas muita gente querendo ouvir que som era esse que vinha da “big apple” americana.

Paulo Grossi [PG]

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Feliz Aniversário !!!!

Posted by Paulo Grossi em agosto 29, 2006

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Pois é gente o Templo do Som acabou de completar no dia 28/08/06 um mês de vida. Nesse primeiro mês de vida já temos mais de 2.500 visitas e tudo isso graças a você visitante e amigo freqüentador desse templo sagrado da música de qualidade, que nos privilegiou com sua visita e ainda repassou o nosso blog para amigos e colegas no famoso esquema do boca a boca fazendo com que tivéssemos um bom número de visitantes diários.

Mas isso é só o começo, além do novo visual do blog que agora está mais prático e bonito você pode acessar todas as informações de maneira rápida e fácil bastando clicar nos menus laterais. Além da mudança no visual estamos com mudanças programadas para mais a frente, assim que terminarmos de postar os 10 álbuns mais significativos do novo rock, que ainda esta na metade.

Por isso contamos com o apoio de vocês, comentando todos os tópicos dando sempre sugestões e o mais importante divulgando a música de qualidade aquela que vale a pena ser ouvida e desfrutada da melhor maneira possível, aqui no Templo do Som.

Abraços e Avante!

Paulo Grossi [PG]

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Audioslave – Cochise [Vídeo]

Posted by Paulo Grossi em agosto 22, 2006

Esse é o primeiro video-clipe do primeiro single da banda intitulado Cochise. A música é
considerada por muitos o cartão de visita da banda, pois mostra de forma indelével todas as
suas qualidades sonoras.

Uma curiosidade desse clipe é que ele foi filmado em uma base aérea americana desativada, e como no clipe o consumo de fogos de artifícios é muito grande, a população vizinha achou que a base estava pegando fogo.

Paulo Grossi [PG]

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Audioslave – Self-Titled [2002]

Posted by Paulo Grossi em agosto 22, 2006

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Há muito aguardado desde a fusão dos remanescentes do Rage a Chris Cornell, o album
Audioslave chegou as lojas em 2002, já fazendo alarde. A grande questão que se fazia na época do lançamento era: Que som sairá dessa fusão de estilos?

Muitos achavam que a banda era apenas uma jogada de marketing organizada pelos antigos integrantes do Rage juntamente com os empresários de Chris Cornell, e que essa fusão tendia certamente ao fracasso. Não dava mesmo para adivinhar se a banda teria um futuro próspero ou se seus integrantes irião se separar ali adiante. O futuro ainda era incerto. Mas o que era dúvida rapidamente se transformou em certeza. O som dos caras veio pra ficar, e não só isso, o nome Audioslave será lembrado sempre como uma das melhores bandas já reveladas nesse início de século.

O disco inicia extremamente impactante já na primeira música “Cochise”, que se revela o verdadeiro cartão de visitas do Audioslave. Nessa canção estão presentes todos os elementos que marcaram a banda: os riffs de guitarra magistrais – marca registrada de Tom Morello, juntamente a uma decarga emocional impressionante no vocal sempre poderoso de Chris Cornell. Além disso Cornell é um exímio letrista como deixa bem claro a passagem: “I’m not a martyr / I’m not a prophet / And I won’t preach to you”, um tapa na cara de todos aqueles que suspeitavam que o Audislave seria apenas mais uma banda sem nada a dizer.

“Cochise” é a música forte, a marca registrada da banda no primeiro disco. Por isso a
decepção dos integrantes quando estes souberam que essa e outras músicas vazaram
na internet, pois tinha-se o medo de que no lançamento oficial do disco ela não teria o mesmo impacto. Coisa que felizmente acabou não ocorrendo.

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O disco continua com as explosivas “Show Me How To Live” e “Gasoline”. A certinha “Show Me How To Live” é a mais balada das duas, com um riff marcante e muito bem executado por Morello. No finalzinho, uma surpresa: Chris Cornell termina a música berrando em alto estilo e estica ao máximo o grito até surgirem efeitos eletrônicos psicodélicos em sua voz, imitando uma cítara indiana!

Já em “Gasoline” é Tom Morello, reconhecível à quilômetros é que dá o tom (sem trocadilhos) da música. No refrão, há uma grande variação do riff aparentemente simples que gera um efeito final espetacular. A música é amparada pelo sempre potente vocal de Chris Cornell. A letra da música assim como a melodia trata da angústia e da vontade de se apagar algumas coisas da memória, por isso, nada melhor do que queima-las com Gasolina!

“What You Are” é uma canção mais carregada que a abusa da força da guitarra de Morello que é de fazer tremer os vidros das janelas, possui ainda um refrão que nã sai da cabeça facilmente.

“Like A Stone” é de longe a música mais famoso do disco. A música retrata de forma clara a simbiose existente entre os elementos da banda. Na parte do solo há uma perfeita sincronia entre o riff e o violão mostrando que uma banda de Rock pode se arrisca a fazer uma música mais pop sem comprome ter o andamento do restante do disco. Afinal de contas como dizia Keith Richards: “Você só pode ter uma boa banda de Rock se tiver conseguido fazer uma boa balada”.

Já “Set If Off” é o vai tomar no ** de Chris Cornell, clichê? Pode ser. Mas o que se destaca nessa faixa são os riffs de Tom Morello. A música fica mais palatável no seu segundo movimento quando ela retoma uma musicalidade mais rítmica e menos bombástica.

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“Shadow of the Sun” começa devagar e depois revela um refrão de arrepiar qualquer fã do
Soundgarden. É o momento que o Audioslave mais se aproxima da antiga banda de Cornell, valendo ressaltar as guitarras pesadas e o refrão bem característico. A música é muito bem estruturada e viajante, não é a toa que ela foi escolhida para embalar as aventuras de Tom Cruise e seu personagem malvado e sanguinário no filme Colateral. A Sombra do Sol como é traduzida a música mostra de forma excepcional a capacidade de Tom Morello para executar riffs psicodelicamente perfeitos, bem como de um baterista que só falta “cobrir a bateria de porrada” para que ela possa extrair mais som. O final da música termina com o mesmo vocal gritado de Cornell mostrando sua influência na construção do som da banda.

“I Am The Highway” já dá o tom da parte menos criativa do disco, sendo salva por um arranjo bem sacado da banda. Ainda assim, “I Am The Highway” se apresenta sem uma maior ousadia nos arranjos,é como aquela flor de plástico, de longe parece de verdade.

Na faixa seguinte, o Audioslave acorda e retoma o peso com “Exploder”, uma das músicas mais porrada do disco.  a música nos faz lembrar do rock contem porâneo com o vocal de Cornell nos fazendo lembrar de bandas como Korn por exemplo.

“Hypnotise” é o ponto de interseção da banda pois ela é bem diferente de tudo o que Rage Against The Machine ou Soundgarden já fizeram. Ela lembra, no bom sentido, do disco Pop Mars do U2 pois se baseia numa levada mais dançante que nos remete a sonoridade de bandas como Depeach Mode. Chris Cornell está mais contido, num tom mais grave, com harmonia no refrão, mostrando que o Audioslave consegue lidar e bem com os mais variados estilos músicais, porém sempre se prendendo ao bom e velho Rock and Roll.

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“Bring ‘Em Back Alive” é outro peso pesado do disco, um heavy metal, com vocal distorcido e refrão marcante, que leva consigo um efeito perturbador de psicodelia graças a sempre mágica guitarra de Tom Morello e bateria disconcertante de Brad Wilk.

Já a faixa “Light My Way” é a que mais se aproxima do antigo Rage Against The Machine, pois é o momento em que o Audioslave mais relembra a sonoridade caótica da banda, com a diferença de termos Chris Cornell no vocal. Uma curiosidade é que no meio da música temos um efeito eletrônico que nada mais é do que a música padrão para alguns celulares da empresa Motorola.

“Getaway Car” é mais uma baladinha ao estilo de “Like A Stone”, pois segue a mesma trilha. Arranjo elegante da banda e vocal melodioso de Cornell, em mais um competente desempenho nos vocais. A música fala de atitude e independência, como bem explica seu refrão que seria algo como “tenha seu próprio carro e o diriga sozinha”.

“The Last Remaining Light” encerra o disco de forma serena e tranquila pois é como o
Audioslave deveria ter se sentido ao ver o trabalho concluído. Com bastante tranquilidade
também é como se projeta o Audioslave no cenário do rock atual pois como se pôde perceber durante todo o disco é que o Audioslave veio não para ser só mais uma banda,de Rock mas sim para mostrar a todos os céticos de plantão que eles vieram pra ficar.

Resenha:
Paulo Grossi [PG]

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Audioslave – Biografia

Posted by Paulo Grossi em agosto 21, 2006

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Chris Cornell (vocais),Tom Morello (guitarra),
Tim Commerford (baixo), Brad Wilk (bateria)

A história já é conhecida. O vocalista Zack de la Rocha afirmou que estaria deixando o grupo. Os motivos de sua saída, segundo ele, foram às divergências políticas e artísticas com os outros integrantes. Assim Zack de la Rocha, a voz do Rage Against the Machine deixa a banda outubro de 2000 para seguir carreira solo, enquanto os três remanescentes partiam para a busca de um novo vocalista. O futuro do Rage Against the Machine era incerto. Em Los Angeles, por sugestão do produtor Rick Rubin, os três integrantes da banda, a saber: Tom Morello (guitarra), Tim Commerford (baixo) e Brad Wilk (bateria) receberam o vocalista Chris Cornell para um ensaio. Cornell vinha de uma longa e bem sucedida carreira no Soundgarden, que durou até 1997, e já havia lançado um álbum solo, Euphoria Morning, em 1999. A repercussão de seu trabalho solo, mais melódico e menos pesado, foi modesta, dividindo muitos dos antigos fãs do Soundgarden, embora Chris mantivesse um público cativo que viabilizava sua carreira.

A “química” entre os ex-Rage Against the Machine e o ex-Soundgarden surpreendeu até os próprios músicos, em pouquíssimo tempo uma banda nova estava surgindo. Mas para que o projeto fosse adiante, os músicos tiveram que enfrentar vários inconvenientes:

– Gravadoras: existiam contratos em vigor com duas gravadoras distintas, e rivais. De um lado a Epic/Sony Music do Rage Against the Machine e de outro a A&M/Interscope do grupo Universal, gravadora de Chris Cornell. Através de um acordo raro na indústria fonográfica, que não foi conseguido sem que houvesse muita negociação, foi permitido aos músicos seguir em frente.

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– Questionamentos: os boatos sobre a nova banda não demoraram a surgir na internet, o que dividiu tanto os fãs de RATM quanto os fãs do Soundgarden. Do lado do RATM, os fãs lamentavam a perda de identidade do grupo, já que Cornell representa um caminho bem diferente da firmeza política e da influência hip-hop de Zack de la Rocha. Já muitos fãs do Soundgarden repudiavam Cornell justamente por entrar num grupo muito vulgarmente taxado de rap-metal. Se for para tocar rock de peso novamente, então porque o fim do Soundgarden? Mesmo entre aqueles que admiram Chris Cornell e que acompanharam a sua carreira solo, questionavam a coerência do músico, já que a união com o Rage Against the Machine significava um caminho radicalmente oposto ao que pôde ser conferido em Euphoria Morning. Mas, sem dar ouvido a esse tipo de manifestação, o futuro Audioslave permaneceu unido e disposto a provar a todos os quanto ainda é possível ousar e atingir novos horizontes com o novo trabalho.

– Turbulências: por pouco, o Audioslave não acabou antes mesmo de começar. Além de contar com duas gravadoras, a banda inicialmente contava com dois times de empresários, os “managers”. De um lado, a empresa que cuida da carreira de Chris Cornell e de outro a empresa que defendia os interesses do Rage Against the Machine. Com tanta gente dando palpites, não foi muito difícil acontecerem os primeiros conflitos. Em março de 2002, o Audioslave (que ainda sequer tinha definido o nome da banda) anunciou a participação na turnê Ozzfest (a saber, o maior festival itinerante de rock da atualidade nos EUA, promovido por Ozzy Osbourne). Com tudo definido, datas e horários dos shows (o Audioslave seria um headliner, a atração principal), Chris Cornell anuncia que está fora. Tanto da turnê Ozzfest como da banda em si. Foi um novo choque para a base de fãs do Soundgarden/Rage Against the Machine. Mas a gravadora Epic continuou anunciando que o disco seria lançado e em pouco tempo Cornell estava de volta para ficar. E a partir de então, o grupo passou a contar com apenas um manager, da empresa The Firm, de Los Angeles.

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– Nomes: Primeiro, o projeto foi batizado Civilian (na época do Ozzfest, era assim que o grupo era conhecido). Mas acontece que já existia uma banda de nome Civilian, e foi preciso procurar outro nome. Chris Cornell sugeriu Audioslave e ninguém na banda ousou discordar. Só que também já existia um Audioslave! Desta vez, a banda resolveu entrar em acordo (por acordo, leia-se $$$) com a banda homônima para continuar sendo Audioslave.

– Demos: Durante o processo de transmissão digital de demos gravadas em Los Angeles para Chris Cornell em Seattle (sim, conforme anuncia o site da banda, o Audioslave é uma banda de ponte-aérea, Los Angeles e Seattle), as músicas caíram em mãos erradas. E dali para a internet foi um pulo. Foi então que, por volta de maio, 13 músicas do Audioslave circulavam livremente pela internet. O que foi um tanto frustrante, conforme Tom Morello:

“Foi uma pena porque a gente gravou 21 músicas, e vazaram cerca de 13, exatamente o número para um álbum. E então foi muito frustrante, porque a gente sabia que aquelas demos tinham tanto em comum com o disco quanto um carvão e um diamante. (?) três ou quatro vezes por dia, alguém vinha me dizer ‘eu ouvi o seu disco’, e eu respondia ‘não, você não ouviu! Eu juro que você não ouviu!’ e eles tentavam me convencer ‘Ah não cara, eu ouvi seu disco!’ [risos].”

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O disco “Audioslave”, que efetivamente tem muito pouco da demo que vazou, chegou finalmente as lojas em novembro de 2002 e vem fazendo um moderado sucesso desde então (ganhou disco de ouro pela venda de 500.000 cópias ainda antes do final de 2002). A estréia do Audioslave nos palcos foi no programa Late Show with David Letterman no dia 25 de novembro, ainda em 2002. Depois de mais alguns shows isolados no currículo em dezembro, a banda passa boa parte de 2003 excursionando para divulgar o álbum.

O futuro de um projeto como esse é sempre imprevisível, mas depois de todos os percalços já enfrentados pelo grupo, não é insensato prever uma longa e estável carreira daqui para frente. Ao menos, é o que transparece no entusiasmo das entrevistas. Segundo Tom Morello, o Audioslave compôs mais nos últimos 8 meses do que o Rage Against the Machine em 8 anos, e a possibilidade de trabalhar com Cornell abriu a possibilidade de trabalhar as melodias nos vocais, um território não explorado durante a carreira do Rage. E acrescenta: “Não é só melodia nos vocais, é o freakin’ Chris Cornell!”.

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E confirmando as melhores expectativas, em 2005 o Audioslave chega ao teste do segundo álbum, lançando “Out of Exile” em maio. O disco foi novamente produzido por Rick Rubin e mostra um Audioslave mais entrosado, conciso, dosando o peso e o potencial pop das músicas. “Out of Exile” obteve grande repercussão nas paradas, conquistando o topo na Billboard e em diversos outros países. Para o lançamento, a banda viajou a Cuba para fazer uma inédita apresentação na ilha de Fidel Castro. O show foi gravado para lançamento em DVD. Na seqüência, a banda partiu para uma turnê européia, onde a novidade foi a inclusão de clássicos do Soundgarden e Rage Against The Machine no setlist. Antes de excursionar nos EUA, a banda voltou ao estúdio para trabalhar em novas músicas sem perder o embalo.

Plenamente afirmado no cenário hard rock atual, o Audioslave lançará seu novo disco intitulado “Revelations” no dia 05 de setembro deste ano. O disco conterá 13 faixas sendo que a faixa Original Fire já está disponível no site oficial, para quem quiser curtir o que essa grande banda prepara para setembro.

Resenha: Alexandre Luzardo
Edição e Revisão: Paulo Grossi [PG]

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